segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobrenomes- Origem


Como se percebeu em posts anteriores, cada sobrenome tem uma origem distinta, mas e o uso dos sobrenomes, como se originou?

No Oriente, os chineses já tinham essa prática desde o Império Fushi, 2852 a.C.. Mas no Ocidente, até o sec XII, todo mundo só tinha o primeiro nome. 
Até o fim da Idade Média no Oriente o sobrenome era um privilégio. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.

Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão. Então,  o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade
Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo.  

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída. 
Para que uma propriedade fosse passada a um herdeiro, sua descendência deveria ser comprovada e o sobrenome era uma forma de fazer isso.  Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. 

Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos oficiais de diversos países. 
Em vários países a diferença também se dá na forma de usar os sobrenomes. Veja:




No entanto o primeiro grande passo em direção a um sistema de sobrenomes de massa, se deu por uma disposição do Concílio de Trento (1564), que tornava imutável, obrigatório e transmissível o sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de impostos, mas principalmente para evitar casamentos e uniões entre consanguíneos. 
O sobrenome, assim como o conhecemos hoje, remonta a uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com toda a certeza, que já existia documentado bem antes de terem sido plantadas as árvores com cuja madeira seria construída a "famosa caravela" de Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que se denominariam de "quatrocentões".

Observando algumas características de nossos sobrenomes, como  sua origem geográfica por exemplo, talvez possamos descobrir  um pouco da história que se esconde por detrás dele. Esses "auxiliares nos tornam membros de grupos familiares distintos. E assim podemos  buscar nossos ancestrais e compreender nossa origem e organizar a Árvore Genealógica.



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