sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como Organizar Minha História Pessoal

Parte importante na História da Família é a preservação de nossa própria história.
Mas como fazer?
A fim de conhecermos algo a respeito de alguém usamos a ferramenta da entrevista, esse recurso também pode ser usado conosco mesmos.
Mas o que é uma entrevista?


Podemos ver entrevistas na televisão e ouvi-las no rádio: um entrevistador qualificado orienta o entrevistado para que ele se abra e converse sobre o assunto escolhido. Uma boa entrevista é interessante de ouvir e de participar. As melhores entrevistas parecem uma conversa espontânea; o entrevistador orienta o debate e pode fazer perguntas, mas não domina nem impede as respostas do entrevistado. As
boas entrevistas têm uma direção específica, mas também deixam espaço para pensamentos inesperados.

A captura de suas histórias de vida por meio de uma série de entrevistas pessoais é uma ótima maneira de criar uma história pessoal. 
Você pode deixar as entrevistas em seu formato gravado, ou pode transcrevê- las e alterá-las para criar uma narrativa para um livro. 
De qualquer forma, o processo é geralmente mais fácil e consome menos tempo do que escrever sua história pessoal desde o início.


POR QUE EU GOSTARIA DE ME ENTREVISTAR?
A maioria das pessoas, ao pensar em uma entrevista de história pessoal, pensa em ser entrevistado por um
amigo, parente ou historiador profissional. A ideia de Autoentrevistar-se pode parecer um pouco maluca a princípio. Mas há muitos bons motivos para levar em consideração:
Conveniência. Você pode escolher quando, onde e como gravar; não precisa depender da programação ou da disponibilidade de outra pessoa. Pode trabalhar em seu próprio ritmo e abordar apenas as questões que são importantes para você.
Sentir-se à vontade Algumas pessoas se sentem mais à vontade para falar em um gravador, quando estão sozinhas: não há ninguém presente para julgá-las ou contradizê-las, e elas não se sentem pressionadas a entreter. No entanto, algumas pessoas falam com mais clareza e animação se tiverem público, nem que seja de uma única pessoa. Se você não tiver certeza, experimente ambos os métodos e veja qual lhe agrada. (Caso tenha público, certifique-se de que seja uma pessoa de sua confiança, alguém com quem você possa ficar relativamente desinibido. Muitas vezes, pode ser mais fácil falar com um estranho ou com um historiador profissional do que com um ente querido próximo. )
Intimidade com o entrevistado Afinal de contas, quem mais conhece você do que você mesmo? E
quem entende melhor o que você deseja alcançar com sua história pessoal?
É como pintar um autorretrato. Essa é uma oportunidade para você se visualizar e contar sua história
aos outros. Como você vê o mundo? Como você se vê?




COMO ME PREPARAR PARA ESSA ENTREVISTA?


Um bom entrevistador é bem familiarizado com seu assunto, tendo se preparado antes da entrevista com
estudo e pesquisa. A preparação é muito importante ao Autoentrevistar-se; vai focá-lo na tarefa e impedi-
lo de divagar.
 Um bom entrevistador geralmente começa com algo que o deixe à vontade para falar para depois chegar à essência do que deve ser compartilhado — faça o mesmo.

Compreenda sua PERSPECTIVA — Seu ponto de vista e atitude em relação a algo.
O motivo pelo qual alguém vai querer ouvi-lo é porque você tem algo valioso a oferecer. Esse valor vem de sua perspectiva. É importante compreender-se e saber qual é a sua visão do mundo. 

O que você aprendeu com determinada experiência? 
Como isso o transformou? Por quê? Como você se sentiu? 
O que você
pode compartilhar?
Determine seu propósito, público e abrangência.

Propósito: porque você está contando a história de sua vida? O que espera realizar? Escreva seu propósito e consulte-o com frequência. Seu propósito vai ajudar a orientar o que você fala em sua entrevista.

Público: Com quem você está falando? 
O que podem querer saber sobre você? 
Quem vai ouvir ou ler o que você tem a dizer? 
Indique claramente para quem é destinada a sua história pessoal. Isso pode ajuda-lo a visualizar e simular que você está conversando com essa pessoa ou pessoas como se elas estivessem ali. 
Qual o seu relacionamento com os que vão ouvir? 
Fale em sua própria voz.
Não tente ser ou parecer outra pessoa. 
Sua verdadeira voz o conectará a seu ouvinte/leitor.

Abrangência: Sobre o que você vai falar?
 Quão amplo ou estreito é o assunto?
 Restrinja o foco e seja o mais específico possível. 
Não tente contar toda a sua vida de uma só vez.

Trace uma linha do tempo de sua vida. Reserve um tempo antes da entrevista para refletir sobre pessoas, lugares e acontecimentos em sua vida e anote-os em uma linha do tempo. Basta anotar tudo o que vem à mente por enquanto; depois você vai restringir o foco.

Revise as perguntas que despertam lembranças. Os sites StoryCorps e Family Search, entre outros, têm ótimas listas de perguntas. Destaque aquelas sobre as quais talvez queira falar.

Reveja suas fotos Suas fotos podem ajuda-lo a lembrar-se de histórias e despertar um fluxo de lembranças. Veja rapidamente suas fotos e selecione apenas as que se relacionam a seu propósito, público e abrangência e tome notas.

Selecione e priorize suas histórias. Anote as ideias mais importantes de sua linha do tempo, reflexões e perguntas que despertam a memória. O que pede para ser contado? O que despertaria a curiosidade de outras pessoas? 

Faça uma lista de 3 a 10 melhores histórias. Dê um título provisório para cada
história e faça anotações que possa consultar na entrevista.

Conte uma história. 
Histórias conectam. Compartilhe o que deseja em forma de história. Não pregue ou diga a seu público-alvo o que pensar. Deixe-os tirarem suas próprias conclusões.
Seja você mesmo. Converse como se estivesse compartilhando suas história com alguém. Se está contando uma história engraçada, seja engraçado. Se for algo sério, seja sério. Deixe o seu verdadeiro eu vir à tona.

Atenha-se ao ponto. 
Saiba o que quer dizer. O que quer que o ouvinte/leitor saiba? Como você quer que
se sintam? Não divague. Compartilhe sua vida uma história de cada vez.
Fique à vontade. Encontre um lugar reservado, tranquilo e sem distrações. Elimine tanto quanto possível os ruídos ao redor (desligue refrigeradores barulhentos, ventiladores, etc.). 
Pegue um pouco de água, lenços e uma poltrona confortável. (Um carro estacionado numa rua tranquila pode se tornar um bom estúdio de gravação). 
Depois, é só começar a contar uma história de cada vez.

A preparação é 80% do trabalho, MAS... quando tiver uma ideia na cabeça não pense demais. Relaxe, tenha uma boa noite de sono, faça uma caminhada ou algo para tirar sua mente desse processo por algum tempo antes de começar.

Então, conte-a de modo descontraído e natural. Deixe suas palavras fluírem naturalmente como se estivesse falando a uma pessoa real, que está ali com você — eles estarão.

É possível me autoentrevistar?
Sim, é possível! Sugerimos aqui alguns passos para isso:


Você pode dizer formalmente seu nome, data e local da entrevista, ou simplesmente começar a falar. 
É 
importante deixar claro quem você é a qualquer público atual e futuro.





Mãos a obra!





Depois de pronto, distribua a seus filhos e parentes, será um presente de grande valor!!




sábado, 1 de novembro de 2014

Usando o Google como ferramenta de pesquisa



Neste vídeo encontramos explicação de como usar o Google para pesquisar, tanto para iniciantes como para genealogistas experientes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Descendente de Reis e Rainhas, nobres e grandes homens e mulheres




"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro alor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza de seus ideais."Charles Chaplin


A linhagem de minha mãe a partir de sua avó paterna, Francisca de Paula Garcia de Oliveira vem de uma linha real- a partir de sua avó paterna Bernardina Maria de Sátira, chegamos então a Elizabeth Sinclair, casada com Sir John Drummond IV e filha de Henry Sinclair e Baronesa Jean Haliburton, bisneta do Rei Robert  II da Escócia.

Este foi o Rei da Escócia de 1371 até sua morte, sendo também o primeiro monarca escocês da Casa de Stuart. 
Era filho de Valter Stuart, 6.º Alto Comissário da Escócia e Marjorie Bruce, filha de Roberto I da Escócia e Isabel de Mar.

Desta linhagem remontam outros nobres e grandes, entre eles: 
Ricardo II da Normandia, nascido em 23 de agosto de 970, na Normandia, França –e falecido em 28 de agosto de 1026, na Normandia), chamado de O Bom (Francês: Le Bon), foi o filho mais velho e herdeiro de Ricardo I o Destemido e Gunnora.
Ricardo sucedeu a seu pai como Duque de Normandia em 996, mas cinco anos de seu reinado foram gastos no condado de Rodolfo de Ivry na tentativa de acabar com uma revolta camponesa na região.
Ricardo II, rei a Normandia (hoje França)

Ainda há: Thierry III  ou Theodorico rei da Borgonha( França) - Filho de Clovis II.
Rei Clovis, I rei dos Francos, seu pai Dagoberto I
Verica, Pincesa da Suécia, Rainha da França casada com Meroveu, (nascido em 411 e falecido em ca. 458) é o lendário fundador da dinastia merovíngia de reis francos. 
Ele foi rei dos francos sálios nos anos depois de 450. Sobre ele não existem registros contemporâneos e há pouca informação nas histórias posteriores dos francos. Gregório de Tours registra que possivelmente ele tenha sido filho de Clódio. Ele supostamente liderou os francos na Batalha de Chalons (ou Batalha dos Campos Cataláunicos) em 451.

Por outro ramo, ainda com o mesmo início, encontramos um dos nomes mais conhecidos desta genealogia -  Henrique I, Rei da Inglaterra.

Henrique I ( nascido em 1068 – Selby, la-Forêt, e falecido por coincidência da data de nascimento de minha mãe-  1º de dezembro de 1135), também conhecido como Henrique Beauclerc, foi o Rei da Inglaterra de 1100 até sua morte em 1135. Era o quarto filho de Guilherme I de Inglaterra e foi educado em latim e artes liberais. Quando seu pai morreu em 1087, seus irmãos mais velhos Guilherme, o Ruivo e Roberto Curthose herdaram a Inglaterra e a Normandia, respectivamente, e nada ficou com Henrique. Ele acabou comprando de Roberto o Condado de Cotentin no leste da Normandia, porém seus irmãos o depuseram em 1091.
Henrique gradualmente reconstruiu seu poder em Cotentin e aliou-se com Guilherme contra Roberto. Ele estava presente quando o irmão morreu em um acidente de caça em 1100, tomando rapidamente o trono inglês e prometendo corrigir muitas das políticas impopulares de Guilherme. Henrique casou-se com Edite da Escócia, porém continuou a ter várias amantes, com quem teve vários filhos ilegítimos.

Considerado por seus contemporâneos como um governante severo e eficiente, Henrique habilidosamente manipulou os barões ingleses e normandos. 
Na Inglaterra, ele se baseou no já existente sistema jurídico anglo-saxão, nos governos locais e nos impostos, porém também fortaleceu outras instituições, como o erário público real e as justiças itinerantes. A Normandia também era governada através de um sistema de justiças e um erário público. Muitos dos oficiais que cuidavam do sistema de Henrique eram "homens novos", indivíduos de nascimento relativamente baixo que subiram na sociedade como administradores. O rei encorajava a reforma eclesiástica. 



Rei Henrique I, Rei da Inglaterra

Seu pai Guilherme I O Conquistador, Guilherme I da Inglaterra (em francês: Guillaume Ier d’Angleterre; em inglês: William I of England), dito o Conquistador(Guillaume le Conquérant; William the Conqueror; Falaise, cerca de 10281 - perto de Ruão, 9 de Setembro de 1087), também conhecido Guilherme II da Normandia (Guillaume II de Normandie; William II of Normandy), foi o primeiro rei normando daInglaterra, do Natal de 1066 até a sua morte. Ele também foi duque da Normandia de 3 de julho de 1035 até a sua morte. Antes de conquistar a Inglaterra, ele era conhecido como Guilherme, o Bastardo (Guillaume le Bâtard; William the Bastard) devido àilegitimidade de seu nascimento.

Um exemplo do legado de Guilherme nos tempos modernos pode ser visto no Memorial de Bayeux, um monumento erigido pela Grã-Bretanha na cidade normanda de Bayeux em honra aos mortos na Batalha da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial. A inscrição em latim no memorial diz NOS A GULIELMO VICTI VICTORIS PATRIAM LIBERAVIMUS que em tradução livre, diz: "Nós, que uma vez fomos conquistados por Guilherme, agora libertamos a terra do Conquistador" .
O sistema de numeração da coroa inglesa (ou britânica) considera Guilherme o fundador do Estado da Inglaterra. Casado com Matilde de Flandres, descendente de  Rober II, o Piedoso.

Guilherme I, O Conquistador
Robert II, O Piedoso ou O Sábio- foi rei dos francos de 996 até sua morte. O segundo membro reinante da Casa de Capeto , ele nasceu em Orléans para Hugo Capeto e Adelaide da Aquitânia .
Selo de Robert II

Outro nome lendário de nossa Árvore Genealógica é o  de  Edmundo II (nascido em 989 e falecido  30 de Novembro, 1016) foi Rei de Inglaterra em 1016, sucedendo ao seu pai, Etelredo II. Ficou conhecido como "Edmundo Ironside" (Edmundo, o braço de ferro), pelos esforços que empreendeu para conter o avanço dos vikings liderados por Canuto.
Edmundo II subiu ao trono em Londres numa altura de crise em que Canuto, o Grande havia sucedido a Sueno I na Dinamarca e grande parte de Inglaterra. Depois de algumas negociações, Canuto concedeu o reino de Wessex a Edmundo e acordaram que o que vivesse mais tempo herdaria o conjunto da Inglaterra. Como Edmundo morreu pouco tempo depois, possivelmente assassinado, Canuto tornou-se rei de toda a Inglaterra.
Edmundo II e sua esposa Ealdgyth foram pais de 2 filhos: Eduardo (mais tarde denominado Eduardo, o Exilado) e Edmundo. Os dois meninos eram ainda pequenos quando o pai morreu, e Canuto, o Grande ordenou que fossem enviados para a Suécia e ali fossem assassinados. Entretanto, eles foram secretamente enviados a Kiev, e afinal para a Hungria.

É uma honra fazer tantas descobertas a cada dia a respeito de minha História Familiar, sou grata por estes nomes conhecidos e por aqueles nobres e grandes que não fizeram parte da História da Humanidade por suas realizações,  mas, cujas escolhas foram fundamentais para minha existência e a de meus filhos. 


"A nobreza do homem procede da virtude, não do nascimento."Epicleto



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobrenomes- Origem


Como se percebeu em posts anteriores, cada sobrenome tem uma origem distinta, mas e o uso dos sobrenomes, como se originou?

No Oriente, os chineses já tinham essa prática desde o Império Fushi, 2852 a.C.. Mas no Ocidente, até o sec XII, todo mundo só tinha o primeiro nome. 
Até o fim da Idade Média no Oriente o sobrenome era um privilégio. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.

Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão. Então,  o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade
Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo.  

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída. 
Para que uma propriedade fosse passada a um herdeiro, sua descendência deveria ser comprovada e o sobrenome era uma forma de fazer isso.  Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. 

Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos oficiais de diversos países. 
Em vários países a diferença também se dá na forma de usar os sobrenomes. Veja:




No entanto o primeiro grande passo em direção a um sistema de sobrenomes de massa, se deu por uma disposição do Concílio de Trento (1564), que tornava imutável, obrigatório e transmissível o sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de impostos, mas principalmente para evitar casamentos e uniões entre consanguíneos. 
O sobrenome, assim como o conhecemos hoje, remonta a uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com toda a certeza, que já existia documentado bem antes de terem sido plantadas as árvores com cuja madeira seria construída a "famosa caravela" de Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que se denominariam de "quatrocentões".

Observando algumas características de nossos sobrenomes, como  sua origem geográfica por exemplo, talvez possamos descobrir  um pouco da história que se esconde por detrás dele. Esses "auxiliares nos tornam membros de grupos familiares distintos. E assim podemos  buscar nossos ancestrais e compreender nossa origem e organizar a Árvore Genealógica.



Fonte:


terça-feira, 21 de outubro de 2014

A História da Família une as gerações passadas, presentes e futuras



“Descobrimos algo sobre nós mesmos, quando aprendemos sobre nossos 
antepassados”.
Thomas S. Monson, “Verdades Constantes numa Época de Mudanças”, A Liahona, maio de 2005, p. 21







Ao registrarmos a história de nossa família proporcionamos uma oportunidade de unir as gerações.
Os familiares mais experientes são verdadeiras enciclopédias que podem nos auxiliar a conhecer aqueles a quem não conhecemos. Ao escrever essa história, podemos usar essas fontes de pesquisa.

O Livreto Minha  Família, histórias que nos unem  é um auxílio onde podemos registrar histórias e compilar fotos para futuramente acrescentá-las a Árvore Familiar,  https://familysearch.org/myfamily.









Aqui vão algumas dicas de que tipo de perguntas podemos fazer para identificar fatos importantes da vida de nossos familiares:

1. Fale-me sobre onde você cresceu.
Onde estudou?
Quem foram os professores de que mais se lembra?
O que você fazia depois das aulas? 
De que jogos participava?
Como era a sua casa? 
Que tipos de tarefas você tinha?

2. Fale-me sobre seus feriados.
Que feriados você comemorava?
Quais são algumas tradições de que se lembra?
Quais foram suas férias mais inesquecíveis?

3. Fale-me a respeito de seu trabalho.
Qual foi seu primeiro emprego?
Que outros empregos você teve?
Como é que você escolhia seu trabalho?

4. Fale-me a respeito de seus pais.
Onde é que eles cresceram?
Como se conheceram?
Qual era sua atividade favorita com eles?
O que você aprendeu com seus pais?

5. Fale-me a respeito de seus irmãos.
O que vocês faziam para se divertir?
Quais são suas primeiras lembranças de seus irmãos?
Quais são suas lembranças mais engraçadas de seus irmãos?

6. Fale-me a respeito de seus filhos.
Qual é sua primeira lembrança da paternidade?
Qual é a sua lembrança favorita de cada filho?
O que foi seu momento de mais orgulho como pai?

7. Fale-me a respeito de sua vida.
Qual é a coisa mais ousada que você já fez?
De que acontecimentos nacionais ou mundiais você se lembra? 
Como eles o afetaram?

O que quer que seus descendentes saibam a seu respeito?


  • Podemos usar  a Árvore Familiar para preservar e compartilhar fotos e histórias da família, os passos são bem simples e auto explicativos. Observe:







Origem da Família Cabrera ou Cabreira

Há várias origens para o Sobrenome Cabrera, dependendo da localização, alguns são da Itália, outros de Portugal,  nossa família é proveniente da Espanha, mais especificamente das Ilhas Canárias. 

Minha mãe assina esse sobrenome como acréscimo do "I" ( Cabreira) e suas primas assinam Cabrera,  seu avô materno João Francisco Ramires Cabrera contava que vieram para o Brasil, via Uruguai. O sobrenome Ramires não encontra-se em registro algum, subentende-se então que tenha sido adotado pois é mais conhecido como "nome". O irmão de meu bisavô Julião, chamava-se  Julião Cabrera Ramires, dando origem aqui a Família Ramires, que na verdade é muito próxima aos Cabrera. Não se sabe ao certo qual deles alterou a ordem do sobrenome e por qual motivo, histórias são muitas, mas fatos concretos ainda não descobrimos.

O imperador Carlo Magno concedeu no ano de 791 o título de Vizconde de Cabrera a "Ponce de Cabrera", título esse que foi confirmado a esta família em 1353 e 1572. 
Assim, o sobrenome Cabrera está relacionado  aos  antigos monarcas godos no ramo constituído pelo príncipe Don Osorio , primo, colega e líder do Rei Don Pelayo da Espanha de hoje. 

A Casa de Cabrera Canaria  é constituído por Alonso de Cabrera, filho de Fernando Diaz de Cabrera, sexto Senhor de Torres Arias Cabrera, Cavaleiro da Ordem de Santiago , embaixador extraordinário do rei Henrique III rei mouro de Granada e conquistador Antequera. 

Alonso de Cabrera e sua esposa Doña María de Solier , os moradores da cidade de Córdoba, tiveram vários filhos , dois dos quais serviram na conquista das Ilhas Canárias. 
A partir desta linhagem nasceram  coronéis e governadores militares de Fuerteventura.
Tornou-se um dos nomes mais antigos nas Canárias.

Um deles, Diego de Cabrera , o Velho, foi morador da cidade de Arevalo  e conquistador das Ilhas Canárias, ele se casou com Catherine Perez de Ocampo  Dele descendem os famosos coronéis da Ilha. Um ramo desta família passou para a Catalunia e outro para a conquista de Córdoba.


Entre eles há títulos reais , nobres , militares e eclesiásticas ; descendo dos reis de Castela e Leon. Entre eles constam: Pedro Ponce de Cabrera, e Ensign Ricohombre Mayor del Rey Don Alonso de Leon IX , casou-se com Dona Aldonza Alfonso de León, irmã natural de D. Fernando el Santo , participando com seu irmão nas guerras de conquista da Andaluzia, com principais divisões e criou a  Córdoba House ( 1236 ), que é parte da família que se instalou nas Canárias . 

Seu filho, ALONSO CABRERA SOLIER  , nascido em Córdoba, vêm para as ilhas onde é governador de Lanzarote e Fuerteventura. Em 1457, ele se casou com a Canaria CATALINA DUMPIÉRREZ descendente  de normandos .
Um sobrinho do primeiro Alonso, DIEGO CABRERA OCAMPO , natural de Arevalo foi conquistador de Gran Canaria. Ele era casado com FRANCISCA BETHENCOURT Melian descendente de grandes conquistadores normandos .

Os brasões não correspondem aos nomes , mas as linhagens. A imagem da cabra e a cor dourada é comum em todos eles, o termo Cabrera é citado por vários autores como "criador de cabras".





domingo, 19 de outubro de 2014

Fontes de Pesquisa Genealógica



Nós, membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias temos como princípio a preservação da História de nossos antepassados e o registro de nossa própria história, para isso podemos utilizar vários recursos, entre eles, fotos identificadas, diários, assim poderemos ajudar nossos descendentes a perpetuar essa história.
“O propósito da igreja é fortalecer as famílias, conhecer a história dos antepassados, criar um laço de amor e união através do laço de amor e união, de respeito com os membros da família que você não conheceu”, cremos que os  relacionamentos familiares são eternos, não acabam simplesmente com a morte, e que deve haver um elo que una todas as gerações. Daí a importância de  buscarmos  e conhecermos nossos ancestrais.

Uma montanha de granito nos arredores de Salt Lake City, Utah,  no Meio-Oeste americano, guarda um tesouro para a humanidade. Lá estão guardados os dados genealógicos armazenados em microfilmes de registros de cartórios, igrejas e até cemitérios de diferentes cidades ao redor do mundo. Entre os documentos arquivados estão registros de nascimento, certidões de óbito e até registros de batistério e de casamentos.
Além dos microfilmes, a montanha atualmente guarda grandes servidores, que armazenam quase 1 trilhão de registros de pessoas em arquivos digitais. 


Parte Externa da Montanha
Microfilmes e Microfichas

Tela contendo um registro em leitora de Microfilmes

Interior da Montanha- arquivos dos registros

Dentro de um Centro e História da Família (CHF)


Esse enorme banco de dados é fruto do trabalho da Sociedade Genealógica de Utah, instituição sem fins lucrativos mantida pelos mórmons (apelido dos membros da Igreja). Com funcionários espalhados ao redor do planeta, eles colhem informações para criar a maior árvore genealógica do mundo. 

Para isso, uma equipe de dez operadores viaja pelos rincões desses países levando uma parafernália que inclui câmera fotográfica, lente de aumento e uma mesa especial para acomodar os documentos que serão fotografados. Eles saem em busca de registros que comprovem a existência de uma pessoa e deem pistas sobre suas relações familiares. Esses documentos são fotografados e, posteriormente, catalogados. 

Um dos grandes colaboradores como fonte é  a Igreja Católica Romana, um grande aliado neste trabalho de preservação de registros. As paróquias são fontes valiosas de informação porque guardam registros de batismos e casamentos. "O registro civil só se tornou obrigatório no país em 1920 e até hoje tem muita gente que nasce e morre sem ser documentada", observa Mario Silva, diretor responsável pela coleta das informações genealógicas na região que abrange Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Os inventários também são peças importantes no quebra-cabeças genealógico. "Muitas vezes, um filho fora do casamento só é reconhecido no testamento."

Esse material pode ser consultado gratuitamente por qualquer pessoa, ligada ou não a Igreja, em centros de pesquisa criados com essa finalidade. Só no Brasil, há mais de 200 deles. Esses centros são chamados de Centro de História da Família (CHF) onde podem ser disponibilizados os registros microfilmados para pesquisa.

Também disponibilizamos o site www.familysearch.org,  onde é possível pesquisar nomes de pessoas, montar a árvore genealógica de uma família e encontrar documentos (por exemplo, a folha do livro onde está registrado o casamento de seus bisavós). Grande parte dos registros microfilmados já estão disponíveis ao mundo on line no site, para isso basta criar uma conta gratuita para acesso aos recursos ali disponíveis. O FamilySearch oferece um serviço ímpar a usuários do mundo todo por meio de sua rede de mais de 4.600 Centros de História da Família. Em todos os centros, voluntários treinados do FamilySearch fornecem atendimento individualizado a usuários de recursos de história da família que desejam acessar registros e as informações neles contidas.

Em minha Árvore Familiar por exemplo, há bem mais de 1.000 nomes, incluindo gerações completas, chegando a Adão, o primeiro homem vivente da Terra. Essa busca pelos ancestrais é eterna, nunca paramos e esse trabalho de amor é que nos move a continuar a pesquisar.

O site www.familysearch.org fez uma parceria recentemente com outros bancos de dados considerados os maiores do mundo e por isso somos hoje o banco de dados mais completo que existe em termos de Genealogia. Entre os parceiros estão o www.myheritage.com, www.ancestry.com, www.findmypast.com.




O Blog do MyHeritage publicou uma lista com  as 50 melhores páginas de genealogia (também Blogs e Fóruns) na internet portuguesa e brasileira. Ao pesquisarmos no Google sobre sobrenomes ou nomes de pessoas há uma infinidade de informações disponíveis e as vezes não são confiáveis ou com poucos dados, esta lista ajuda a encontrar o que é realmente importante, entre  eles estão:

http://www.asbrap.org.br/ - Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia

Reúne  informações para genealogistas amadores e profissionais com revista, biblioteca, fórum e manuais de genealogia.

https://seguro.via-rs.net/www.projetoimigrantes.com.br/index.phpProjeto Imigrantes

Passagem obrigatória para quem deseja encontrar seus descendentes, um dos melhores bancos de dados voltados para a imigração para o Brasil. O Projeto Imigrantes tem mais de 25 anos de existência, emite certificados de chegada (pago) e faz diversas buscas.


http://www.genealogiaportuguesa.com/main.htmlGenealogias

Site bastante interessante inclusive com a possibilidade de se procurar parentes em registros de cemitérios.


http://www.portalitalia.com.br/Portal Itália

Este portal é o cartão de vistas de muitos italianos no Brasil, tem tanta informação que não temos espaço para declinar aqui todas elas, só você visitando. 


http://www.geneall.netGeneall. net Portugal


Excelente site de busca e registro de perfis cronológicos onde se é possível encontrar diversas referências a árvores genealógicas.

(lista completa disponível em: http://blog.myheritage.com.br/top_50_sites_de_genealogia/)



Fonte:
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=37&cod_noticia=11832
http://www.defato.com/noticias/10605/conhecendo-antepassados
http://blog.myheritage.com.br
http://oclc.org/pt-americalatina/news/releases/2013/20135.html

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Origem da família Soares



Soares é um sobrenome de origem portuguesa, variação de Soarez, derivado de Suáriz, Suárizi, do latim Suárici, classificado como sendo um patronímico ( nome do pai), pois deriva de um nome próprio, vem do nome Suário o mesmo que Soeiro. Em 1554 foi registrado em documentos como Soarez e em português arcaico existem registros de Soáriz e Suáriz. 

Soeiro é derivado do termo alemão antigo "Sug-hari", que literalmente se traduz como "exército sul". Foram duas as principais famílias portuguesas de linhagem nobre que levaram este sobrenome. Uma foi os Soares de Albergaria, que usavam simplesmente Soares como nome de família. A outra foi Soares de Tangil, da qual o primeiro portador deste sobrenome foi Soeira Afonso de Tangil, senhor da torre de Tangil, no distrito de Monção. Seu filho Gil Afonso Soares de Tangil, foi o primeiro a usar o sobrenome composto Soares de Tangil, e que viveu durante o reinado de D. Pedro I (1350-1359).
Segundo alguns historiadores a família Soares teve sua origem em Toledo, na Espanha. "Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos Soares, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal. O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal através de seu casamento com a rainha Beatriz, a filha do último rei de Portugal. 

A grande maioria dos portugueses, incluindo muito dos patrióticos da família Soares, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Ivares Pereira, o "Contestável". Juan I invadiu Portugal confiante no valor do seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros, e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens. Não obstante, o prestígio do chefe Pereira, ganho através de suas vitórias em incursões do ano precedente, inspirou entre a milícia de seus comandados e soldados, os quais podem ter incluído heroicos membros da família Soares, a garantia da necessidade de uma condição de vitória.

A despeito da desconfiança de alguns comandantes portugueses, em adotar uma estratégia agressiva contra um oponente numericamente superior, o ritmo dos acontecimentos tiveram poucas alternativas para escolha de ações e os ainda indecisos foram forçados a seguir o audacioso desígnio do Contestável, que saiu de Abrantes com o exército levantado e seguiu para Tomar. Os portugueses procederam para prevenir o avanço dos Castelhanos em Lisboa e Pereira colocou suas forças numa colina defensiva ao norte e a oito quilômetros ao sul de Leiria. Ali, encostas ásperas para ambos os lados, a posição defensiva tinha a vantagem da inclinação sobre o campo do atacante. 

Os cavaleiros castelhanos, acreditando em sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores da família Soares, não só preservou sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval. 

Uma das figuras muito admiradas e reverenciadas pelos portugueses, sem dúvida incluindo passados e atuais membros de ilustre família Soares, é a Santa Elizabeth de Portugal (1271-1336), também conhecida como "A Pacificadora" e "A rainha Santa". Filha de Pedro III de Aragão, ela foi chamada por sua tia, Santa Elizabeth da Hungria e foi casada com o rei Dinis de Portugal em 1282, um evento conhecido por alguns dos membros da família Soares. Elizabeth venceu a corrupção e prazeres da corte real, devotando sua riqueza e energia para atividades caritativas. Quando seu filho Afonso empreendeu uma rebelião contra seu pai, Elizabeth bravamente interpôs-se entre os exércitos oponentes efetuando a contento uma reconciliação. Verdadeira para com seu cognome "A Pacificadora", Elizabeth morreu em meio à rota para um campo de batalha, onde esperava conseguir a paz entre seu filho, o rei Afonso IV, e o rei castelhano Alfonso XI. De fato, os portadores do sobrenome Soares, podem gloriar-se na rica e colorida história de sua terra, Portugal." (The Historical Research Center (c), 1993)

Uma das mais antigas referências a este sobrenome é o registro de Fernão Soares, eclesiástico português, citado em 1270. Portadores notáveis do sobrenome Soares foram, entre outros: João Soares (1507-1572), bispo português; Ruy Fernando Soares, pintor português citado em 1551; Vicente de Gusmão Soares (1606-1675), cônego e poeta português. No Brasil, encontramos o registro de Isabel Soares, filha de Manoel Soares e Maria Paes, nascida no Paraná em 8 de julho de 1684. 

Aqui,  a família Soares existe em toda parte,  de norte a sul, sudeste,  centro-oeste e nordeste, principalmente na Paraíba, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul   e Pernambuco. Os Soares sempre se dedicaram à agropecuária,e, nos dias de hoje, há Soares na política, nos serviços públicos, além de muitos dedicados ao comércio e à Indústria. 
Em minha família o sobrenome Soares aparece duas vezes: na ancestralidade de minha mãe, como Soares de Oliveira na pessoa de meu bisavô materno Bernardino Anúncio Soares de Oliveira (e que se repete por várias gerações) e na de meu pai, José Laureno Soares.

Brasão de Armas da Família Soares: Torre de prata, escudo vermelho.











Fonte: http://www.webartigos.com/artigos/familia-soares/38870/

http://edc.xpg.uol.com.br/11.html

http://www.heraldrysinstitute.com/cognomi/Soares/Portugal/idc/602470/lang/pt/



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Origem da Família Freitas


O nome Freitas surgiu, conforme fontes madeirenses e literatura afins, na época de D.Affonso Henriques 1º rei de Portugal. Assim se refere a "Documentação sobre Brazonarios" do Anuário Genealógico Brasileiro ano VI de 1944 à página 259: "Freitas -Tem por Armas em campo vermelho cinco estrelas de ouro de seis pontas cada uma. Tymbre: dois braços de Leão de ouro em aspa" 

A história da família Freitas começa no início do século VIII quando, num momento de desagregação do reino visigótico, o exército mouro invade a península Ibérica rendendo a população da maioria das cidades, porém mantendo seus habitantes com a posse das terras, com liberdade religiosa, mas pagando tributos. 
Tempos depois na Galiza, nome que os mouros davam às monarquias cristãs hispânicas do noroeste da península, os próprios invasores começam a brigar entre si, provocando conflitos e revoltas entre suas guarnições bérberes. Tais movimentações foram aproveitadas pelo Rei Afonso I das Astúrias – pequeno reino que existia bem a norte do golfo da Biscaia - para avançar a fronteira militar deste reino até o Minho num primeiro movimento de reconquista do território tomado.

Em 865 uma grande frota naval foi enviada pelos mouros para invadir a Galiza (terra na qual abrangia o território que hoje é Portugal até ao século XII, momento no qual Portugal parou de pertencer à Galiza e ao reino de Leão para cobrar personalidade própria).    Mas devido a uma tempestade quase todos os barcos naufragaram. Este desastre deu ânimo às populações locais cristãs para se organizarem e dar início à reconquista cristã. 
Voltando a história do cavaleiro Gonçalo Oveques, ele, com o espírito das cruzadas, participa de várias batalhas em nome do conde Henrique. 
Em 963, retoma aos mouros da guarnição Vandoma um primitivo mosteiro fortificado construído em terras de sua família. Católico fervoroso reconstruiu o mosteiro (976) denominando-o de Cete, para o qual trouxe da França monges beneditinos cluniacences. Tempos depois, o mosteiro de Cete passou a ser couto de Gonçalo por concessão do conde Henrique, construindo ali seu solar e onde está sepultado com sua mulher Brittes. 
Morre o Conde Henrique. Seu filho Afonso Henriques, futuro rei de Portugal, desejoso de continuar a luta pela reconquista cristã trava diversas lutas com os muçulmanos. Um dos filhos de Gonçalo Oveques, Diogo Gonçalves (1122-1139), gozava de grande conceito junto a Afonso Henriques. Era o senhor das terras de Urrô, Mouriz e Cête e governador de Lafões. Diogo casa-se, segundo alguns autores, com Toda Muniz; outros dizem que com Urraca Mendes de Bragança, irmã de Fernando de Bragança, cunhado de Afonso Henriques. 

Conta a historia que Diogo por ter prestado muitos bons serviços ao rei inclusive o livrado da morte numa das batalhas (o brasão da família se refere a esse episódio), Affonso Henriques presenteou-o com terras de seu reino, o Julgado de Freitas, junto a Guimarães perto da cidade do Porto, e para lá mudou após se casar. Deste matrimônio nasceram quatro filhos:
-D. Rui Dias de Urrô.  Casou com D. Teresa Fernandes de Macinhata;
-D. Soeiro Dias de Urrô. Casou com D. Sancha Pires de Belmir;
-D. João Dias de Urrô ou de Freitas (Tronco dos Freitas). Casou com D. Maior (ou Maria) Geraldes;
-D. Ximena ou Examea Dias de Urrô. Casou com Fernão Gonçalves, da Terra de Sousa.

Diogo morreu bravamente na batalha do campo de Ourique (Alentejo) em 25 de julho de 1139 com as forças portuguesas de Afonso Henriques, batalha decisiva para a reconquista cristã contra a coligação de cinco “reis” mouros.   D. Afonso Henrique depois da vitória sobre os reis mouros foi aclamado rei pelas suas tropas. Seu segundo filho, João Diaz das Freitas tomou esse nome por ser o Senhor do Paço de Freitas em terras do Julgado de Freitas (Concelho de Fafe) e da Quinta do Corvo. Foi casado com Maria Maior Geraldes, filha de Geraldo Nunes que tinha o apelido de “o Cabrão” e Sancha Pires. Seus filhos e descendentes passaram a adotar o sobrenome Freitas. 
Quanto ao nome Freitas, alguns autores sugerem ser um toponímico derivado do latim fractus (quebrado, pedras) ou de um lugar cujo nome lhe deu origem, no caso o Julgado de Freitas. Para outros “fractus” pode ser metafórico no sentido de brecha ou desfiladeiro.
Todos os Freitas ou mais corretamente "de Freitas" têm origem em João Dias de Freitas da estirpe dos Cêtes-Urrôs. Logo um dos grandes de Portugal. Foi seu neto D. Martim de Freitas, alcaide-mor de Coimbra em tempo d'El Rei D. Sancho II e D. Afonso III, uma das mais notáveis personagens da História de Portugal pelo seu exemplo de lealdade. Deixou geração na região das Beiras, e Pombal está aí tão perto. 

Os Freitas têm a mesma origem quero dizer que têm um tronco comum e que nasce com o primeiro que adoptou esse apelido por senhorio da Terra de Freitas. Estamos a falar dos primórdios da fundação de Portugal. Óbviamente que deste primeiro tronco dos Freitas foram nascendo outros ramos ao longo de séculos e que se foram unindo a outras famílias e se espalharam por esse mundo fora, estando em todos os Continentes, tal como tantas outras famílias. No caso da família Teixeira, tal como a dos Freitas, é uma das mais antigas e qualificadas famílias de Portugal. Descendem de D. Fafes Luz que veio com o Conde D. Henrique para Portugal, ainda no tempo do Condado de Portucale (séc. VIII-IX). Foi seu alferes-mor e casou com D. Froilhe Viegas, senhora da Quinta de Sequeiros. Foi seu bisneto, D. Hermigio Mendes de Teixeira, que foi rico-homem de D. Sancho I (2º Rei de Portugal) e que adoptou o apelido "de Teixeira" por senhorio e solar da Terra de Teixeira, próxima de Amarante, mas já em território de Trás-os-Montes. Esteve na tomada de Sevilha aos mouros e casou com Maria Pais de Novais, de quem teve vários filhos e pelos quais continuou o apelido Teixeira. Um desses descendentes foi Tristão Vaz Teixeira, que juntamente com João Gonçalves Zarco descobriu a Ilha da Madeira no séc. XV. Os descendentes de Tristão Vaz Teixeira ligaram-se entre outros aos Vasconcelos, da Ilha da Madeira (Teixeiras de Vasconcelos), e aos Freitas, da Ilha da Madeira, linha madeirense da qual eu descendo. Ora, no caso do confrade, podem-se verificar duas possibilidades: Teixeiras de Freitas idos de Portugal, Teixeiras com Freitas cruzados no Brasil. Não seria de descurar a linha madeirense dos Teixeira de Freitas e que é muito comum na Madeira. O meu ramo de Freitas descende de Tristão Vaz Teixeira. E casei-me com um de Freitas, assim, nossa posteridade levará novamente este sobrenome a frente!





Fonte:









sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Piratini e os casais açorianos

"Se queres prever o futuro, estudo o passado." (Confúcio)


Durante um longo tempo estacionei minha pesquisa da história da Família, não haviam mais fontes, já havíamos esgotado os documentos de família, as histórias contadas pelos membros mais antigos e em uma oração eu coloquei nas mãos de Deus a continuação deste trabalho.
Certo dia precisando viajar a outra cidade próxima para consulta médica um amigo pediu que entregasse um livro a seu irmão que residia nesta cidade. Como a viagem duraria 4 horas de ônibus resolvi abrir o livro para passar o tempo.
E para minha surpresa e alegria sem fim ao folhear o livro encontrei ali várias gerações de ancestrais, era e ainda é uma fonte inesgotável de dados, sei que O Pai Celestial providenciou tudo para que eu pudesse dar continuidade na História da Família.
Esta preciosidade chama-se  "Povoadores de Piratini" escrito pelo inspirado Jayme Lucas d'Ávila, que agora sei que também partilhamos da mesma raiz genealógica.




Em 1494, Portugal e Espanha firmaram o Tratado de Tordesilhas. Por esse tratado, foi estabelecida uma linha imaginária, que corria no sentido norte-sul, distante 370 léguas a oeste do arquipélago do Cabo Verde. As terras que ficassem  a leste desta linha pertenceriam a Portugal e, a oeste, à Espanha. Assim, grande parte do Brasil de hoje todo o Rio Grande do Sul pertenceriam a Espanha. Passados mais de dois séculos do descobrimento é que chegam aos campos de Viamão as primeiras expedições, com o propósito de se estabelecer no Continente de São Pedro (Rio Grande do Sul).





A emigração de casais açorianos para o Brasil começou no Século XVII, quando 50 famílias constituídas por 219 pessoas embarcaram, no dia 29 de março de 1677, no barco Jesus, Maria e José em Horta, Ilha de Faial, com destino ao Grão Pará, atual Estado do Pará,.

Em meados do Século XVII começou a se realizar, por determinação das autoridades de Lisboa, uma bem sucedida experiência de colonização do tipo moderno mediante a fixação de famílias ao solo. Essa imigração em massa visava defender e povoar os atuais estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pois a Coroa estava convencida que a melhor maneira de garantir a posse da terra era povoá-la. Assim, imigraram para o Brasil a partir de 1732 milhares de colonos ilhéus oriundos do arquipélago dos Açores.

Em 31 de agosto de 1746, o rei DOM JOÃO V de Portugal comunicou aos habitantes das ilhas dos Açores que a Coroa oferecia uma série de vantagens aos casais ilhéus que decidissem emigrar para o litoral do sul do Brasil. Nos termos de um edital fartamento distribuído pelas nove ilhas do arquipélago as vantagens do convite eram evidentes:
- "haverá um grande alívio nas ilhas porque elas não mais verão padecer os seus moradores, uma vez que vão diminuir os males da indigência em que todos vivem;"
- "haverá um grande benefício para o Brasil, já que os imigrantes irão cultivar terras ainda não exploradas."
O edital acenava com uma série de mordomias, a partir do "transporte gratuito até os citios que se lhes destinarem para as suas habitações. E logo que chegarem aos citios que haverão de habitar, se dará a cada casal uma espingarda, duas enxadas, um machado, uma enxó, um martelo, um facão, duas facas, duas tesouras, duas verrumas, uma serra com sua lima e travadeira, dois alqueires (27,5 litros) de sementes, duas vacas e uma égua. No primeiro ano se lhes dará a farinha, que se entende bastar para o sustento, assim dos homens como das mulheres, mas não às crianças que não tiverem 7 anos e, aos que tiverem até os 14, se lhes dará quarta e meia de alqueire para cada mês. Se dará a cada casal um quarto de légua em quadra, para principiar as suas culturas, sem que se lhes levem direitos nem salários algum por esta sesmaria. E quando, pelo tempo adiante tiverem família com que possam cultivar mais terra, a poderão pedir ao governador do distrito".

Sua Majestade definiu que o primeiro estabelecimento de casais açorianos seria feito na Ilha de Santa Catarina e nas suas vizinhanças, "em que a fertilidade da terra, abundância de gados e grande quantidade de peixes conduzem muito para a comodidade e fartura desses novos habitantes".

Em menos de um ano, 7.817 pessoas declararam o desejo de se transferirem para o outro lado do Atlântico. Uma Provisão Régia do rei DOM JOÃO V, de 9 de agosto de 1747, determinou ao brigadeiro JOSÉ DA SILVA PAES, então governador da capitania da Ilha de Santa Catarina, que tomasse cuidado em tratar bem os novos colonos: 

"O dito brigadeiro porá todo o cuidado em que estes novos colonos sejam bem tratados e agasalhados e, assim que lhe chegar esta ordem, procurará escolher assim na mesma Ilha, como nas terras adjacentes, desde o Rio de São Francisco do Sul até o Serro de São Miguel, nos altos da Serra do Mar, e no sertão correspondente a este distrito, com atenção porém que se não dê a justa razão de queixa aos espanhóis confinantes".

Muitos açorianos imigraram para o sul do Brasil porque a miséria grassava no Arquipélago, na era de Setecentos, como resultado do fraco desenvolvimento das ilhas na produção do trigo e do pastel (outrora, a sua maior riqueza), acrescido do excesso demográfico que atingiu um caráter cíclico nas ilhas maiores. Os açorianos aparecem na história do Brasil em diversas regiões e estão distribuídos pela Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, S. Paulo, Amazonas, Pará, Paraíba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Atualmente, vivem no Brasil 1 milhão e 200 mil portugueses, sendo a maior parte açorianos e seus descendentes.





Na década de 1780, a Vila do Rio Grande de São Pedro (hoje Rio Grande, RS), contava com três distritos, sendo: 1º distrito, a Vila de Rio Grande; 2º distrito, o Povo Novo; o 3º distrito, o Serro Pelado. O "Serro Pelado" ( atual Piratini) era uma grande área que abrangia, na época, extensão muito maior do que o atual município de Piratini. Esse local era uma elevação com 215 metros de altitude, localizado próximo a cidade de Cerrito, entre o Rio Piratini e o Arroio das Pedras, ainda tem hoje o mesmo nome e é visível por quem transita pela BR 293,na altura do km 45, a direita de quem viaja em direção a cidade de Pelotas.




A região no sul do Rio Grande do Sul era muito almejada por castelhanos no século XVIII, que insistentemente tentavam apropriar-se daquelas terras.


Esta insegurança, provavelmente tenha sido o principal fator que motivou o chefe militar Rafael Pinto Bandeira, a indicar a ocupação da área. A solicitação de Bandeira foi acatada pela rainha de Portugal, Dona Maria I, que ordenou em 06 de julho de 1789, a criação de um povoado naquele local.

As terras, pertencentes a José Antônio Alves, foram permutadas com aquele estancieiro.  A escolha dos açorianos deu-se devido ao seus conhecimentos sobre agricultura, que poderiam ser utilizados naquelas terras.

Eles ficaram estabelecidos a margem direita do Rio Piratinym Mirim (atual passo da Batalha). No local, produziam algodão, trigo, cevada e demais produtos. Havia um morador chamado Antônio José Vieira Guimarães, que devido a devoção dos açores a Nossa Senhora da Conceição, doou um terreno para construir uma capela para a santa.

Com a construção do local de orações, foi-se formando um núcleo nas proximidades da capela. A povoação, aproximadamente em 1790 foi denominada Nossa Senhora da Conceição do Piratinym.


Mesmo antes da instalação dos casais açorianos, a região já era ocupada por muitos criadores, com ou sem títulos legítimos. 
Ao todo foram 67 casais a quem foram concedidas datas de terras no distrito de Cerro Pelado (Piratini), conforme certidões de 6 de julho de 1789.
Os açorianos que vieram para Piratini, foram os troncos principais de grande parcela das famílias piratinenses.
Além dos casais de número ou casais d'El Rei, outras famílias vieram para Piratini, nos primeiros tempos do povoamento. Eram oriundos de diversas povoações do Brasil, Espanha,  Portugal e outros países.
A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Piratini, criada em 1810, abrangia na sua área os atuais municípios de Piratini, Pinheiro Machado, Candiota, Hulha Negra e parte de Bagé. Quando foi criado o município, em 1832, incluía também Canguçu, Cerrito, Pedro Osório, Arroio Grande, Jaguarão, Herval e as outras já citadas.

A paisagem de Piratini lembrava e muito as paisagens de Portugal, e a arquitetura é uma das marcas deixadas pelos portugueses no Rio Grande do Sul.




Dentre estes estava meu hexa avô José Garcia de Vasconcelos, nascido na Ilha do Pico, Açores, Portugal, casado com Rita Gonçalves Coutinha, natural de Curitiba, PR. 
Meu avô materno Moacyr Garcia de Oliveira, casado com Maria Antonia Brião Cabrera era filho de Bernardino Anúncio de OliveiraFrancisca de Paula Garcia, filha de Joaquim Felix Garcia e Candida Garcia de Vasconcelos, ele, Joaquim Felix,  era bisneto de José.
José recebeu sesmaria com 2 léguas de comprido e 1 légua de largo em 20 de abril de 1797. Localizada na primeira orqueta do Piratini, dividindo-se ao norte com o Rio Piratini Menor, confrontando-se com a estância do Capitão Antonio Xavier de Azambuja.

Neste livro também descobri que a Família Sandim teve origem em Piratini através de Manoel Teixeira de Figueiredo que teria adotado o nome Sandim quando veio para a Colônia,  ele faleceu em 24 de dezembro de 1784 em Rio Grande com 60 anos. Seu filho Manoel Pereira Sandim casado com Euzébia Maria da Conceição são pentavôs do autor, e meus hexa avós. Meu bisavô materno do lado de meu avô, Bernardino Anúncio de Oliveira era filho de Bernardino Soares de OliveiraLeonidia Lourença Sandim, que era neta de Manoel Lourenço Sandim, filho de Manoel Pereira Sandim.

Sandim é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia, com 15,97 km² de área e 5 938 habitantes. Densidade: 371,8 hab/km². Em termos de área, é a segunda maior freguesia de Vila Nova de Gaia.
Imagens de Sandim, Portugal:









"O passado não reconhece o seu lugar, Está sempre Presente."
Mário Quintana

É importante deixar aqui meu agradecimento a Jayme Lucas d'Avila que pesquisou, organizou e publicou este tesouro que conta um pouco da história de nosso povo e apresenta uma genealogia completa de várias famílias desta região.
Fonte: 
D'Avila, Jayme Lucas. Povoadores de Piratini. Porto Alegre: Suliani letra&vida, 2007.