terça-feira, 29 de março de 2016

FamilySearch

O site www.familysearch.org.br oferece uma variedade de ferramentas para registrar sua Hïstória da Família, pesquisar  registros Hïstóricos, documentos e genealogias, além de resgistrar sua Àrvore Familiar.
Uma das últimas novidades é a a Árvore Genealógica para imprimir e emoldurar, basta clicar em Lembranças e optar por um dos gráficos disponíveis, salvar e imprimir.
Aqui alguns dos modelos disponíveis:



segunda-feira, 20 de abril de 2015

História de Bagé



A historiadora Elizabeth Macedo de Fagundes, médica em Bagé RS, apresenta este vídeo que conta um pouco de nossa história através de um belo acervo de fotos antigas.








O vídeo acima mostra um pouco de uma das passagens mais sangrentas da história do Rio Grande do Sul - a Revolução Federalista de 1893, que já foi citada em outro post neste blog por fazer parte de minha história pessoal familiar.


Expressões como maragato e pica-pau nasceram como formas depreciativas de se referenciar adversários políticos.


Contudo, muitos destes apelidos e xingamentos acabaram se tornando como forma de identificação, aceita pelos próprios depreciados. Isso aconteceu, por exemplo, com os farroupilhas, que eram chamados por este apelido pelos imperiais, por não possuírem uniforme militar, e lutarem com roupas "esfarrapadas". O nome virou símbolo dos revoltosos. No caso do Gumercindo Saraiva, tanto ele quanto seu irmão Aparício Saraiva, aderiram à Joca Tavares para combater o governo de Júlio de Castilhos. 


Popularizou-se, através da historiografia, que o lenço vermelho indica que o soldado era maragato, mas isto é mais uma lenda, pois o que fazia mesmo diferença era a posição política. Encare a expressão MARAGATO como seguidor de Joca Tavares e PICA-PAU como "castilhista", no caso da Revolução Federalista. Aqui, o link para uma foto verdadeira de Gumercindo e seu irmão Aparício, que não usavam lenços vermelhos, pois eram do partido "blanco" do Uruguai, mas que aqui eram maragatos dos quatro costados: 




(colaboração de um gaúcho no youtube.com)


Os termos Maragatos, Pica-paus e Chimangos não surgiram durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), mas sim durante as Revoluções Federalistas ocorridas no sul do país após a proclamação da república.
Na primeira revolução (1893-1895) entre os partidários federalistas (maragatos), liderados por Gaspar Silveira Martins e os republicanos (pica-paus) seguidores de Júlio Prates de Castilhos, presidente do Estado do Rio Grande do Sul, surgiram os termos maragato e pica-pau. 

O termo maragato foi a alcunha pejorativa atribuída pelos legalistas aos revoltosos federalistas, liderados por Gaspar da Silveira Martins, que deixaram o exílio no Uruguai e entraram no Rio Grande do Sul à frente de um exército. Como o exílio havia ocorrido em uma região do Uruguai colonizada por pessoas originárias da Maragateria (Espanha) que tinham hábitos semelhantes aos dos ciganos, os republicanos então, buscando caracterizar uma identidade estrangeira e mercenária aos federalistas, os apelidaram de maragatos. O lenço vermelho os identificava.

O termo pica-pau foi uma alcunha aplicada pelos federalistas aos republicanos que apoiavam o governo central e teria surgido em função das listras brancas do topete do pássaro, pois os governistas usavam chapéus com divisas brancas, que lembravam o topete do pica-pau e lenço de cor verde ao pescoço.

A cor verde era dos partidários do Império (pica-paus), mais tarde o general Flores da Cunha, ao fundar o Partido Republicano Liberal, adotou o lenço branco (chimango).
Já o termo chimango ou ximango surgiu no século XX. O chimango é uma ave de rapina, falconídea, semelhante ao carcará. Esse cognome, também depreciativo, foi dado pelos federalistas, liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil ao governistas do Partido Republicano Rio-grandense (PRR) na Revolução de 1923. 
O lenço de cor branca identificava os seguidores republicanos liderados por Antônio Augusto Borges de Medeiros.
Devido a essas e outras revoluções posteriores, no Rio Grande do Sul, os lenços vermelho e branco tornaram-se, respectivamente, como a representação de duas “bandeiras” ou ideais políticos, um significando a oposição ao governo e o outra a situação. 
No meio tradicionalista, muitos consideram essas duas cores, mais a preta do luto, como as únicas representativas da indumentária gaúcha sul-riograndense.



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como Organizar Minha História Pessoal

Parte importante na História da Família é a preservação de nossa própria história.
Mas como fazer?
A fim de conhecermos algo a respeito de alguém usamos a ferramenta da entrevista, esse recurso também pode ser usado conosco mesmos.
Mas o que é uma entrevista?


Podemos ver entrevistas na televisão e ouvi-las no rádio: um entrevistador qualificado orienta o entrevistado para que ele se abra e converse sobre o assunto escolhido. Uma boa entrevista é interessante de ouvir e de participar. As melhores entrevistas parecem uma conversa espontânea; o entrevistador orienta o debate e pode fazer perguntas, mas não domina nem impede as respostas do entrevistado. As
boas entrevistas têm uma direção específica, mas também deixam espaço para pensamentos inesperados.

A captura de suas histórias de vida por meio de uma série de entrevistas pessoais é uma ótima maneira de criar uma história pessoal. 
Você pode deixar as entrevistas em seu formato gravado, ou pode transcrevê- las e alterá-las para criar uma narrativa para um livro. 
De qualquer forma, o processo é geralmente mais fácil e consome menos tempo do que escrever sua história pessoal desde o início.


POR QUE EU GOSTARIA DE ME ENTREVISTAR?
A maioria das pessoas, ao pensar em uma entrevista de história pessoal, pensa em ser entrevistado por um
amigo, parente ou historiador profissional. A ideia de Autoentrevistar-se pode parecer um pouco maluca a princípio. Mas há muitos bons motivos para levar em consideração:
Conveniência. Você pode escolher quando, onde e como gravar; não precisa depender da programação ou da disponibilidade de outra pessoa. Pode trabalhar em seu próprio ritmo e abordar apenas as questões que são importantes para você.
Sentir-se à vontade Algumas pessoas se sentem mais à vontade para falar em um gravador, quando estão sozinhas: não há ninguém presente para julgá-las ou contradizê-las, e elas não se sentem pressionadas a entreter. No entanto, algumas pessoas falam com mais clareza e animação se tiverem público, nem que seja de uma única pessoa. Se você não tiver certeza, experimente ambos os métodos e veja qual lhe agrada. (Caso tenha público, certifique-se de que seja uma pessoa de sua confiança, alguém com quem você possa ficar relativamente desinibido. Muitas vezes, pode ser mais fácil falar com um estranho ou com um historiador profissional do que com um ente querido próximo. )
Intimidade com o entrevistado Afinal de contas, quem mais conhece você do que você mesmo? E
quem entende melhor o que você deseja alcançar com sua história pessoal?
É como pintar um autorretrato. Essa é uma oportunidade para você se visualizar e contar sua história
aos outros. Como você vê o mundo? Como você se vê?




COMO ME PREPARAR PARA ESSA ENTREVISTA?


Um bom entrevistador é bem familiarizado com seu assunto, tendo se preparado antes da entrevista com
estudo e pesquisa. A preparação é muito importante ao Autoentrevistar-se; vai focá-lo na tarefa e impedi-
lo de divagar.
 Um bom entrevistador geralmente começa com algo que o deixe à vontade para falar para depois chegar à essência do que deve ser compartilhado — faça o mesmo.

Compreenda sua PERSPECTIVA — Seu ponto de vista e atitude em relação a algo.
O motivo pelo qual alguém vai querer ouvi-lo é porque você tem algo valioso a oferecer. Esse valor vem de sua perspectiva. É importante compreender-se e saber qual é a sua visão do mundo. 

O que você aprendeu com determinada experiência? 
Como isso o transformou? Por quê? Como você se sentiu? 
O que você
pode compartilhar?
Determine seu propósito, público e abrangência.

Propósito: porque você está contando a história de sua vida? O que espera realizar? Escreva seu propósito e consulte-o com frequência. Seu propósito vai ajudar a orientar o que você fala em sua entrevista.

Público: Com quem você está falando? 
O que podem querer saber sobre você? 
Quem vai ouvir ou ler o que você tem a dizer? 
Indique claramente para quem é destinada a sua história pessoal. Isso pode ajuda-lo a visualizar e simular que você está conversando com essa pessoa ou pessoas como se elas estivessem ali. 
Qual o seu relacionamento com os que vão ouvir? 
Fale em sua própria voz.
Não tente ser ou parecer outra pessoa. 
Sua verdadeira voz o conectará a seu ouvinte/leitor.

Abrangência: Sobre o que você vai falar?
 Quão amplo ou estreito é o assunto?
 Restrinja o foco e seja o mais específico possível. 
Não tente contar toda a sua vida de uma só vez.

Trace uma linha do tempo de sua vida. Reserve um tempo antes da entrevista para refletir sobre pessoas, lugares e acontecimentos em sua vida e anote-os em uma linha do tempo. Basta anotar tudo o que vem à mente por enquanto; depois você vai restringir o foco.

Revise as perguntas que despertam lembranças. Os sites StoryCorps e Family Search, entre outros, têm ótimas listas de perguntas. Destaque aquelas sobre as quais talvez queira falar.

Reveja suas fotos Suas fotos podem ajuda-lo a lembrar-se de histórias e despertar um fluxo de lembranças. Veja rapidamente suas fotos e selecione apenas as que se relacionam a seu propósito, público e abrangência e tome notas.

Selecione e priorize suas histórias. Anote as ideias mais importantes de sua linha do tempo, reflexões e perguntas que despertam a memória. O que pede para ser contado? O que despertaria a curiosidade de outras pessoas? 

Faça uma lista de 3 a 10 melhores histórias. Dê um título provisório para cada
história e faça anotações que possa consultar na entrevista.

Conte uma história. 
Histórias conectam. Compartilhe o que deseja em forma de história. Não pregue ou diga a seu público-alvo o que pensar. Deixe-os tirarem suas próprias conclusões.
Seja você mesmo. Converse como se estivesse compartilhando suas história com alguém. Se está contando uma história engraçada, seja engraçado. Se for algo sério, seja sério. Deixe o seu verdadeiro eu vir à tona.

Atenha-se ao ponto. 
Saiba o que quer dizer. O que quer que o ouvinte/leitor saiba? Como você quer que
se sintam? Não divague. Compartilhe sua vida uma história de cada vez.
Fique à vontade. Encontre um lugar reservado, tranquilo e sem distrações. Elimine tanto quanto possível os ruídos ao redor (desligue refrigeradores barulhentos, ventiladores, etc.). 
Pegue um pouco de água, lenços e uma poltrona confortável. (Um carro estacionado numa rua tranquila pode se tornar um bom estúdio de gravação). 
Depois, é só começar a contar uma história de cada vez.

A preparação é 80% do trabalho, MAS... quando tiver uma ideia na cabeça não pense demais. Relaxe, tenha uma boa noite de sono, faça uma caminhada ou algo para tirar sua mente desse processo por algum tempo antes de começar.

Então, conte-a de modo descontraído e natural. Deixe suas palavras fluírem naturalmente como se estivesse falando a uma pessoa real, que está ali com você — eles estarão.

É possível me autoentrevistar?
Sim, é possível! Sugerimos aqui alguns passos para isso:


Você pode dizer formalmente seu nome, data e local da entrevista, ou simplesmente começar a falar. 
É 
importante deixar claro quem você é a qualquer público atual e futuro.





Mãos a obra!





Depois de pronto, distribua a seus filhos e parentes, será um presente de grande valor!!




sábado, 1 de novembro de 2014

Usando o Google como ferramenta de pesquisa



Neste vídeo encontramos explicação de como usar o Google para pesquisar, tanto para iniciantes como para genealogistas experientes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Descendente de Reis e Rainhas, nobres e grandes homens e mulheres




"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro alor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza de seus ideais."Charles Chaplin


A linhagem de minha mãe a partir de sua avó paterna, Francisca de Paula Garcia de Oliveira vem de uma linha real- a partir de sua avó paterna Bernardina Maria de Sátira, chegamos então a Elizabeth Sinclair, casada com Sir John Drummond IV e filha de Henry Sinclair e Baronesa Jean Haliburton, bisneta do Rei Robert  II da Escócia.

Este foi o Rei da Escócia de 1371 até sua morte, sendo também o primeiro monarca escocês da Casa de Stuart. 
Era filho de Valter Stuart, 6.º Alto Comissário da Escócia e Marjorie Bruce, filha de Roberto I da Escócia e Isabel de Mar.

Desta linhagem remontam outros nobres e grandes, entre eles: 
Ricardo II da Normandia, nascido em 23 de agosto de 970, na Normandia, França –e falecido em 28 de agosto de 1026, na Normandia), chamado de O Bom (Francês: Le Bon), foi o filho mais velho e herdeiro de Ricardo I o Destemido e Gunnora.
Ricardo sucedeu a seu pai como Duque de Normandia em 996, mas cinco anos de seu reinado foram gastos no condado de Rodolfo de Ivry na tentativa de acabar com uma revolta camponesa na região.
Ricardo II, rei a Normandia (hoje França)

Ainda há: Thierry III  ou Theodorico rei da Borgonha( França) - Filho de Clovis II.
Rei Clovis, I rei dos Francos, seu pai Dagoberto I
Verica, Pincesa da Suécia, Rainha da França casada com Meroveu, (nascido em 411 e falecido em ca. 458) é o lendário fundador da dinastia merovíngia de reis francos. 
Ele foi rei dos francos sálios nos anos depois de 450. Sobre ele não existem registros contemporâneos e há pouca informação nas histórias posteriores dos francos. Gregório de Tours registra que possivelmente ele tenha sido filho de Clódio. Ele supostamente liderou os francos na Batalha de Chalons (ou Batalha dos Campos Cataláunicos) em 451.

Por outro ramo, ainda com o mesmo início, encontramos um dos nomes mais conhecidos desta genealogia -  Henrique I, Rei da Inglaterra.

Henrique I ( nascido em 1068 – Selby, la-Forêt, e falecido por coincidência da data de nascimento de minha mãe-  1º de dezembro de 1135), também conhecido como Henrique Beauclerc, foi o Rei da Inglaterra de 1100 até sua morte em 1135. Era o quarto filho de Guilherme I de Inglaterra e foi educado em latim e artes liberais. Quando seu pai morreu em 1087, seus irmãos mais velhos Guilherme, o Ruivo e Roberto Curthose herdaram a Inglaterra e a Normandia, respectivamente, e nada ficou com Henrique. Ele acabou comprando de Roberto o Condado de Cotentin no leste da Normandia, porém seus irmãos o depuseram em 1091.
Henrique gradualmente reconstruiu seu poder em Cotentin e aliou-se com Guilherme contra Roberto. Ele estava presente quando o irmão morreu em um acidente de caça em 1100, tomando rapidamente o trono inglês e prometendo corrigir muitas das políticas impopulares de Guilherme. Henrique casou-se com Edite da Escócia, porém continuou a ter várias amantes, com quem teve vários filhos ilegítimos.

Considerado por seus contemporâneos como um governante severo e eficiente, Henrique habilidosamente manipulou os barões ingleses e normandos. 
Na Inglaterra, ele se baseou no já existente sistema jurídico anglo-saxão, nos governos locais e nos impostos, porém também fortaleceu outras instituições, como o erário público real e as justiças itinerantes. A Normandia também era governada através de um sistema de justiças e um erário público. Muitos dos oficiais que cuidavam do sistema de Henrique eram "homens novos", indivíduos de nascimento relativamente baixo que subiram na sociedade como administradores. O rei encorajava a reforma eclesiástica. 



Rei Henrique I, Rei da Inglaterra

Seu pai Guilherme I O Conquistador, Guilherme I da Inglaterra (em francês: Guillaume Ier d’Angleterre; em inglês: William I of England), dito o Conquistador(Guillaume le Conquérant; William the Conqueror; Falaise, cerca de 10281 - perto de Ruão, 9 de Setembro de 1087), também conhecido Guilherme II da Normandia (Guillaume II de Normandie; William II of Normandy), foi o primeiro rei normando daInglaterra, do Natal de 1066 até a sua morte. Ele também foi duque da Normandia de 3 de julho de 1035 até a sua morte. Antes de conquistar a Inglaterra, ele era conhecido como Guilherme, o Bastardo (Guillaume le Bâtard; William the Bastard) devido àilegitimidade de seu nascimento.

Um exemplo do legado de Guilherme nos tempos modernos pode ser visto no Memorial de Bayeux, um monumento erigido pela Grã-Bretanha na cidade normanda de Bayeux em honra aos mortos na Batalha da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial. A inscrição em latim no memorial diz NOS A GULIELMO VICTI VICTORIS PATRIAM LIBERAVIMUS que em tradução livre, diz: "Nós, que uma vez fomos conquistados por Guilherme, agora libertamos a terra do Conquistador" .
O sistema de numeração da coroa inglesa (ou britânica) considera Guilherme o fundador do Estado da Inglaterra. Casado com Matilde de Flandres, descendente de  Rober II, o Piedoso.

Guilherme I, O Conquistador
Robert II, O Piedoso ou O Sábio- foi rei dos francos de 996 até sua morte. O segundo membro reinante da Casa de Capeto , ele nasceu em Orléans para Hugo Capeto e Adelaide da Aquitânia .
Selo de Robert II

Outro nome lendário de nossa Árvore Genealógica é o  de  Edmundo II (nascido em 989 e falecido  30 de Novembro, 1016) foi Rei de Inglaterra em 1016, sucedendo ao seu pai, Etelredo II. Ficou conhecido como "Edmundo Ironside" (Edmundo, o braço de ferro), pelos esforços que empreendeu para conter o avanço dos vikings liderados por Canuto.
Edmundo II subiu ao trono em Londres numa altura de crise em que Canuto, o Grande havia sucedido a Sueno I na Dinamarca e grande parte de Inglaterra. Depois de algumas negociações, Canuto concedeu o reino de Wessex a Edmundo e acordaram que o que vivesse mais tempo herdaria o conjunto da Inglaterra. Como Edmundo morreu pouco tempo depois, possivelmente assassinado, Canuto tornou-se rei de toda a Inglaterra.
Edmundo II e sua esposa Ealdgyth foram pais de 2 filhos: Eduardo (mais tarde denominado Eduardo, o Exilado) e Edmundo. Os dois meninos eram ainda pequenos quando o pai morreu, e Canuto, o Grande ordenou que fossem enviados para a Suécia e ali fossem assassinados. Entretanto, eles foram secretamente enviados a Kiev, e afinal para a Hungria.

É uma honra fazer tantas descobertas a cada dia a respeito de minha História Familiar, sou grata por estes nomes conhecidos e por aqueles nobres e grandes que não fizeram parte da História da Humanidade por suas realizações,  mas, cujas escolhas foram fundamentais para minha existência e a de meus filhos. 


"A nobreza do homem procede da virtude, não do nascimento."Epicleto



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobrenomes- Origem


Como se percebeu em posts anteriores, cada sobrenome tem uma origem distinta, mas e o uso dos sobrenomes, como se originou?

No Oriente, os chineses já tinham essa prática desde o Império Fushi, 2852 a.C.. Mas no Ocidente, até o sec XII, todo mundo só tinha o primeiro nome. 
Até o fim da Idade Média no Oriente o sobrenome era um privilégio. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.

Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão. Então,  o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade
Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo.  

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída. 
Para que uma propriedade fosse passada a um herdeiro, sua descendência deveria ser comprovada e o sobrenome era uma forma de fazer isso.  Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. 

Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos oficiais de diversos países. 
Em vários países a diferença também se dá na forma de usar os sobrenomes. Veja:




No entanto o primeiro grande passo em direção a um sistema de sobrenomes de massa, se deu por uma disposição do Concílio de Trento (1564), que tornava imutável, obrigatório e transmissível o sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de impostos, mas principalmente para evitar casamentos e uniões entre consanguíneos. 
O sobrenome, assim como o conhecemos hoje, remonta a uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com toda a certeza, que já existia documentado bem antes de terem sido plantadas as árvores com cuja madeira seria construída a "famosa caravela" de Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que se denominariam de "quatrocentões".

Observando algumas características de nossos sobrenomes, como  sua origem geográfica por exemplo, talvez possamos descobrir  um pouco da história que se esconde por detrás dele. Esses "auxiliares nos tornam membros de grupos familiares distintos. E assim podemos  buscar nossos ancestrais e compreender nossa origem e organizar a Árvore Genealógica.



Fonte:


terça-feira, 21 de outubro de 2014

A História da Família une as gerações passadas, presentes e futuras



“Descobrimos algo sobre nós mesmos, quando aprendemos sobre nossos 
antepassados”.
Thomas S. Monson, “Verdades Constantes numa Época de Mudanças”, A Liahona, maio de 2005, p. 21







Ao registrarmos a história de nossa família proporcionamos uma oportunidade de unir as gerações.
Os familiares mais experientes são verdadeiras enciclopédias que podem nos auxiliar a conhecer aqueles a quem não conhecemos. Ao escrever essa história, podemos usar essas fontes de pesquisa.

O Livreto Minha  Família, histórias que nos unem  é um auxílio onde podemos registrar histórias e compilar fotos para futuramente acrescentá-las a Árvore Familiar,  https://familysearch.org/myfamily.









Aqui vão algumas dicas de que tipo de perguntas podemos fazer para identificar fatos importantes da vida de nossos familiares:

1. Fale-me sobre onde você cresceu.
Onde estudou?
Quem foram os professores de que mais se lembra?
O que você fazia depois das aulas? 
De que jogos participava?
Como era a sua casa? 
Que tipos de tarefas você tinha?

2. Fale-me sobre seus feriados.
Que feriados você comemorava?
Quais são algumas tradições de que se lembra?
Quais foram suas férias mais inesquecíveis?

3. Fale-me a respeito de seu trabalho.
Qual foi seu primeiro emprego?
Que outros empregos você teve?
Como é que você escolhia seu trabalho?

4. Fale-me a respeito de seus pais.
Onde é que eles cresceram?
Como se conheceram?
Qual era sua atividade favorita com eles?
O que você aprendeu com seus pais?

5. Fale-me a respeito de seus irmãos.
O que vocês faziam para se divertir?
Quais são suas primeiras lembranças de seus irmãos?
Quais são suas lembranças mais engraçadas de seus irmãos?

6. Fale-me a respeito de seus filhos.
Qual é sua primeira lembrança da paternidade?
Qual é a sua lembrança favorita de cada filho?
O que foi seu momento de mais orgulho como pai?

7. Fale-me a respeito de sua vida.
Qual é a coisa mais ousada que você já fez?
De que acontecimentos nacionais ou mundiais você se lembra? 
Como eles o afetaram?

O que quer que seus descendentes saibam a seu respeito?


  • Podemos usar  a Árvore Familiar para preservar e compartilhar fotos e histórias da família, os passos são bem simples e auto explicativos. Observe:







Origem da Família Cabrera ou Cabreira

Há várias origens para o Sobrenome Cabrera, dependendo da localização, alguns são da Itália, outros de Portugal,  nossa família é proveniente da Espanha, mais especificamente das Ilhas Canárias. 

Minha mãe assina esse sobrenome como acréscimo do "I" ( Cabreira) e suas primas assinam Cabrera,  seu avô materno João Francisco Ramires Cabrera contava que vieram para o Brasil, via Uruguai. O sobrenome Ramires não encontra-se em registro algum, subentende-se então que tenha sido adotado pois é mais conhecido como "nome". O irmão de meu bisavô Julião, chamava-se  Julião Cabrera Ramires, dando origem aqui a Família Ramires, que na verdade é muito próxima aos Cabrera. Não se sabe ao certo qual deles alterou a ordem do sobrenome e por qual motivo, histórias são muitas, mas fatos concretos ainda não descobrimos.

O imperador Carlo Magno concedeu no ano de 791 o título de Vizconde de Cabrera a "Ponce de Cabrera", título esse que foi confirmado a esta família em 1353 e 1572. 
Assim, o sobrenome Cabrera está relacionado  aos  antigos monarcas godos no ramo constituído pelo príncipe Don Osorio , primo, colega e líder do Rei Don Pelayo da Espanha de hoje. 

A Casa de Cabrera Canaria  é constituído por Alonso de Cabrera, filho de Fernando Diaz de Cabrera, sexto Senhor de Torres Arias Cabrera, Cavaleiro da Ordem de Santiago , embaixador extraordinário do rei Henrique III rei mouro de Granada e conquistador Antequera. 

Alonso de Cabrera e sua esposa Doña María de Solier , os moradores da cidade de Córdoba, tiveram vários filhos , dois dos quais serviram na conquista das Ilhas Canárias. 
A partir desta linhagem nasceram  coronéis e governadores militares de Fuerteventura.
Tornou-se um dos nomes mais antigos nas Canárias.

Um deles, Diego de Cabrera , o Velho, foi morador da cidade de Arevalo  e conquistador das Ilhas Canárias, ele se casou com Catherine Perez de Ocampo  Dele descendem os famosos coronéis da Ilha. Um ramo desta família passou para a Catalunia e outro para a conquista de Córdoba.


Entre eles há títulos reais , nobres , militares e eclesiásticas ; descendo dos reis de Castela e Leon. Entre eles constam: Pedro Ponce de Cabrera, e Ensign Ricohombre Mayor del Rey Don Alonso de Leon IX , casou-se com Dona Aldonza Alfonso de León, irmã natural de D. Fernando el Santo , participando com seu irmão nas guerras de conquista da Andaluzia, com principais divisões e criou a  Córdoba House ( 1236 ), que é parte da família que se instalou nas Canárias . 

Seu filho, ALONSO CABRERA SOLIER  , nascido em Córdoba, vêm para as ilhas onde é governador de Lanzarote e Fuerteventura. Em 1457, ele se casou com a Canaria CATALINA DUMPIÉRREZ descendente  de normandos .
Um sobrinho do primeiro Alonso, DIEGO CABRERA OCAMPO , natural de Arevalo foi conquistador de Gran Canaria. Ele era casado com FRANCISCA BETHENCOURT Melian descendente de grandes conquistadores normandos .

Os brasões não correspondem aos nomes , mas as linhagens. A imagem da cabra e a cor dourada é comum em todos eles, o termo Cabrera é citado por vários autores como "criador de cabras".