domingo, 20 de setembro de 2020

John Drummond ou Escórcio/Escócio



Também conhecido como  João Escórcio Drummond, nasceu por volta de 1395, na Escócia. 
Filho de Sir John Drummond, 12º Senhor de Lennox, e de Elizabeth Sinclair.
Casou-se com Catharina Vaz de Lordello, viúva de Tristão Vaz Teixeira. Após a morte de Catharina,  John casou-se pela segunda vez, com Branca Affonso da Cunha, nascida em Castelo Branco, em Portugal.
Segundo a narrativa de Strathallan, ele teve um papel fundamental na história de França em 1418, dando apoio na coroação de Delfim, com grande número de fidalgos escoceses, na campanha contra seu pai Carlos VI, e saíram vitoriosos. Tempo depois passou aos serviços do Rei de Castela, D. João, lutando contra o reino de Granada, dos Mouros na Espanha até 1427. Após algum tempo ao serviço de Castela passou por Santarém, disponibilizando os seus serviços à coroa Portuguesa, onde mais tarde embarcou no projeto das descobertas, estando presente nos primeiros anos da povoação da Ilha da Madeira, em 1430.  Obteve uma sesmaria na Ilha da Madeira e escondeu a sua identidade, adotando o nome de João Escórcio. Só revelou sua verdadeira identidade à hora da morte, em seu testamento. Em 1519, e mesmo mais tarde (1604, 1634), alguns descendentes de João Escórcio estabeleceram correspondência com os membros da família Drummond de Stobhall, trocando-se cartas, algumas escritas em latim. Estão publicadas no livro "The Genealogy of the Most Noble and Ancient House of Drummond", publicado em Edimburgo em 1831 e traduzidas e publicadas no volume III do Arquivo Histórico da Madeira.
 Nessas cartas, os Drummond da Escócia confirmam que um filho de lorde Drummond e irmão da rainha Anabel fôra, pelos anos de 1420, para França, em busca de honra e fama, não tendo a família mais notícias dele. Foi   reconhecido o parentesco. 
Aqui apresento resumo de um dos documentos de reconhecimento de nobreza:
     "O Senhor John de Drummond, filho de Sir John Drummond de Sthobald, na Ilha da Madeira morreu; o qual enquanto viveu, porque era Escocês, não usando o próprio vocábulo de sua geração e ascendência, como costuma muitas vezes acontecer àqueles que se mudam para nações estranhas, mas usando da linguagem portuguesa [...] os homens daquela ilha lhe costumaram chamar João de Escócia; o qual, não se esquecendo de sua nobreza, pelas grandes partes de seu ânimo, veio a enriquecer muito; e porque seus filhos depois não viessem nem fossem tidos e respeitados por de geração obscura e baixa, descobriu [revelou] estas cousas a seu Confessor e a outros; e de que maneira, deixando o Reino de Escócia, se partira para a dita Ilha da Madeira, e que aí casara e gerara filhos e filhas [...] pela qual causa, sendo chamados [...] muitos da nobre família de Drummond, e revolvendo-se diligentemente as armas e antiguidades da dita família, conforme ouviram e alcançaram de seus antepassados, e certíssima e indubitavelmente [re]conheceram que o dito Senhor de Drummond que na Ilha da Madeira faleceu, fora filho de Sir John Drummond de Sthobald; por ser homem magnânimo e mui desejoso de conhecer várias Nações e correr diversos Reinos, deixando o Reino de Escócia [...] se partiu para a França, e daí para o Reino de Granada para pelejar contra os inimigos de Cristo [...] e depois se partiu para a Ilha da Madeira, aonde, como acima fica dito, deixando muita geração, morreu [...]". 18 de Maio de 1525."
Falando sobre seus pais e herança:
"Elizabeth Sinclair foi filha de sir Henry Sinclair, conde de Caithness e duque de Oldenburg na Perthshire é um condado histórico na Escócia central (em vermelho no mapa) e onde está localizado o Castelo de Stobhall. Ele se situa a 13 km do centro de Perth. Este castelo do século XVII e vários outros edifícios são classificados na categoria A com o meio ambiente histórico da Escócia."





"O castelo de Stobhall tornara-se propriedade do clã com o casamento do avô de John Escócio, outro John Drummond, com Mary Montfichet, em 1345. Uma tia de John Escócio, Annabela, tornou-se rainha consorte da Escócia quando seu marido tornou-se o rei Raibeart III (Roberto III), que reinou de 1390 a 1406."

As terras de Stobhall sempre estiveram nas mãos da família Drummond, os Earls de Perth, desde o século XIV. No início de 2012, foi anunciado que as antiguidades do castelo estavam em leilão.
Tesouros familiares de cerca de £ 900,000 foram leiloados como o herdeiro James David Drummond, Visconde de Strathallan (filho de John Eric Drummond, 18º conde de Perth e neto do 17º conde) decidiu se mudar para Londres.
Stobhall Castle ( hoje conhecido como Castelo Drummond),  foi o sem dúvidas o assento ancestral dos Drummonds, uma fortaleza contra o  catolicismo romano na Escócia após a Reforma inglesa na época, sendo eles contra a fé católica.
*Curiosidade: Os jardins do Castelo serviram como cenário dos Jardins de Versalles na série Outlander.
A seta no mapa ilustra a imigração feita por John Escócio Drummond. Há quem diga que ele era um dos  Cavaleiros Templários, por isso a escolha de esconder sua fidalguia na nova vida na Ilha Madeira, Portugal. 


A Ordem dos Cavaleiros Templários foi criada em 1118, na cidade de Jerusalém, por cavaleiros de origem francesa, a Ordem dos Templários tornou-se, nos séculos seguintes, numa instituição de enorme poder político, militar e econômico. fizeram voto de pobreza e de castidade. O seu símbolo passou a ser o de um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local de sua sede, do voto de pobreza e da fé em Cristo, surgiu o nome da  Ordem: Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente  Cavaleiros Templários. A história também diz que eles ficaram com a tutela do Santo Graal, o cálice onde foi  coletado sangue de Jesus Cristo na cruz, e o mesmo que foi usado na última ceia.
Graças ao empenho deles na defesa da Cristandade, ao heroísmo e à coragem demonstrados em inúmeras batalhas, os locais que guardavam tornaram-se locais extremamente seguros e qualquer recinto protegido pela cruz da Ordem aparecia como se fora um oásis. Era tal a confiança que despertavam que não tardou para que suas instalações se transformassem em estabelecimentos bancários, fazendo deles entre os séculos XII e XIII, os principais fornecedores de crédito a quem os poderosos da época recorriam. Acusados de heresia perante a inquisição, os Templários foram denunciados por possuírem um esoterismo particular, sendo caluniados, espoliados e martirizados, retiraram-se para a Escócia, Inglaterra e Portugal, onde se juntaram à Maçonaria. John Escócio casou com Branca Afonso da Cunha em 1445, nascida em Covilhã, distrito de Castelo Branco, Portugal, irmã do Frei Dom Hércules da Cunha, vigário da vila de Santa Cruz. Dinamarca, do sangue dos reis da Escocia (Stuart), Noruega e Dinamarca.



"Esse ramo genealógico, hoje, é bem conhecida pelos genealogistas. Segundo Antônio Augusto de Menezes, a história dos Drummond origina-se em Álmos, nascido em 820 D.C. e falecido em 895 D.C.. Foi um chefe e guerreiro descendente de Átila, que desceu do Cáucaso à testa de 700.000 combatentes e se assenhorou da Morávia. Seu filho, Árpád, foi o primeiro governante da Hungria, o provável chefe das tribos magiares e o fundador da Casa de Árpád. A seguir será exibida a árvore genealógica grafica que liga John Escócio a Átila."




John faleceu entre 1460 e 1470, foi pais de 2 filhos e 7 filhas. São eles:
Do primeiro casamento:
1. Catharina Escórcio, casada com Pedro Teixeira, filho de Henrique Teixeira e de Beatriz Vaz Ferreira.
Do segundo casamento:
2. João Escórcio, casado com Guiomar de Lordello, filha de João de Freitas Correa e de Guiomar de Lordello. João faleceu após 1513.
3. Padre Diogo Escórcio. Diogo não se casou, mas teve filhos naturais com Joanna Fernandes (Escórcio). Um deles foi Joana Escórcio, casada com João Gonçalves, que tiveram Manoel da Luz Escórcio Drummond.  A  filha de Manoel,  Maria da Luz Escórcia Drummond (1545-1627) é minha ancestral numa linha de mulheres, que chega até minha mãe (maiores explicações sobre ele serão dadas  posteriormente, em postagem individual).
4. Catharina Annes Drummond, casada com Gaspar Gonçalves Ferreira, filho de Gonçalo Ayres Ferreira e de Mécia Lourenço [citados em 1.6.].
5. Joanna Escórcio, casada com André Pires.
6. Branca Affonso Drummond (Branca Affonso Escórcio), casada com Belchior Gonçalves Ferreira, filho de Gonçalo Ayres Ferreira e de Mécia Lourenço [citados em 1.4.].
7. Isabel Annes Drummond (Isabel Annes Escórcio), casada com João de Leiria.
8. Beatriz Escórcio, nascida por volta de 1445. Casou-se com Antão Álvares de Carvalho. Antão faleceu antes de 1516, e Beatriz faleceu em 2 de Abril de 1527.
9. Guiomar Escórcio, casada na vila de Machico, na Ilha da Madeira, com Henrique Fernandes Lordello, filho de João Fernandes Lordello e de Isabel Teixeira.


                                      Brasão oficial da Família ou Clã  Drummond

Diogo Drummond

  • Diogo Drummond era chamado de Escórcio, por seu pai ter vindo da Escócia. Estima-se seu nascimento em 1458. Era Padre e teve 3 filhos de Joana Fernandes, que fez reconhecer como legítimos. Era mercador nos Açores e morava na rua direita, Funchal (Madeira). Fez testamento em 17 de Outubro de 1517, na quinta de seu cunhado Antão Álvares de Carvalho (situada atrás da capela de São José) e faleceu 4 dias depois.
Sua irmã Catarina Drummond casou-se com Gaspar Gonçalves Ferreira e teve uma filha chamada Mécia Lourenço Drummond.
Ora ocorreu que Diogo teve uma filha chamada Joana, mesmo nome da esposa dele. Esta ficou conhecida como Joana Escórcia, prima de Mécia. Joana casou-se com o filho de sua prima Mécia, João Gonçalves Drummond. O Casal teve um filho, que será descrito a seguir:
Os Drummonds chegam ao Brasil
João Gonçalves Drummond e Joana Escórcia foram pais de Manoel da Luz Escórcio Drummond. Aponta-se seu nascimento para o ano de 1525, em Santa Cruz, Funchal, Ilha da Madeira. O capitão Manoel veio ao Brasil e em São Vicente foi tabelião. Também foi capitão da fortaleza (presídio) de Santos. Enviuvando em São Vicente, casou uma segunda vez e se recolheu para o Rio de Janeiro com seu genro João de Sousa Botafogo".

João Gonçalves Drummond, nascido na Ilha Madeira, emigrou para o Brasil, especificamente para a Bahia, pelos anos de 1550, casando-se com Martha de Souza, fidalga da família Souza do Prado. O casal foram pais de:
Capitão Antônio de Souza Drummond, nascido em Ilhéus na Bahia. O capitão casou em Salvador com Joana Barbosa, nascida nesta cidade e falecida em 27 de janeiro de 1621. Joana Barbosa é bisneta por parte materna de Diogo Álvares Corrêa, o náufrago português Caramuru, ícone da história brasileira.
Melchiór de Souza Drummond, nascido na Bahia, onde casou a 18 de agosto de 1581 com Mícia D'Armas, filha de Luiz D'Armas e de D. Catarina Jacques, portugueses e senhores de engenho em Contegipe-BA. Melchiór e Mícia tiveram três filhas: Marta de Souza, Ana de Souza e Catarina de Souza. Somente a descendência da última nos interessa.
Catarina de Souza nasceu na Bahia e faleceu no dia 31 de agosto de 1649, sendo sepultada no convento do Carmo. Casou em 13 de maio de 1603 com Eusébio Ferreira, nascido no Porto Santo, Ilha Madeira, Portugal. Eusébio faleceu no dia 1º de junho de  1636 e foi filho de Leão Ferreira e de D. Maria de Souza. Catarina e Eusébio tiveram 7 filhos, entre eles Maria de Souza. Maria de Souza nasceu na Bahia e casou-se com Rui Carvalho Pinheiro, nascido em Portugal no ano de 1586 e emigrado em tenra idade para o Brasil, falecendo na Bahia no dia 31 de março de 1645, sendo irmão de Nicolau Carvalho Pinheiro e de Manuel Pinheiro Carvalho. Tiveram apenas duas filhas:
1-1 Catarina de Souza que foi casada com o Dr. João de Góis de Araújo, ouvidor geral do civil e desembargador da Relação Pública da Bahia;
1-2 Violante Carvalho Pinheiro, nascida na Bahia e casada no dia 11 de setembro de 1662 com o cap. João da Silva Vieira, nascido na freguesia da Sé, Ilha Madeira, filho de Jerônimo Vieira Tavares e de Catarina Machado.
Violante e o cap. João são pais de Antônio Carvalho Tavares, supracitado na página anterior, sendo este bisavô de Domiciano Ferreira de Sá e Castro e de Maria do Carmo Monteiro de Barros, marido de Margarida de Negreiros.

De João Escócio Drummond descendem, no Brasil, entre muitas outras, as famílias, radicadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo  - "Negreiros da Cunha Matos" e "Negreiros Castro", e seus sub-ramos: "Monteiro de Barros", "Negreiros Saião Lobato", "Manso Saião", "Manso da Costa Reis", "Miranda Ribeiro", "Nogueira da Gama", "Monteiro de Castro", "Monteiro da Silva", "Moretzsohn", "Oliveira Castro", "Cata Preta", "Galvão de São Martinho", "Monteiro Rezende", "Magalhães Pinto", "Monteiro Lins", etc.

Minha meta agora, mais do que nunca é conhecer o berço de meus ancestrais - a bela Escócia!!

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Fonte: 

Henrique Henriques de Noronha. Nobiliário da Ilha da Madeira. Vol. II (Carvalho de São Gil), pág. 11; (Drummond Escórcio), pág. 24; (Ferreira), pág. 37,38; Vol. III (Teixeira), pág. 72-v.

Site de Genealogia - Roglo (Manuel Abranches de Soveral).

Site da Internet da Geneall.Net (citando como fonte Vasco de Bittencourt de Faria Machado e Sampaio. Ascendência e Descendência de Nicolau de Bittencourt).

https://www.electricscotland.com/webclans/dtog/drummon2.html

http://genealogiadasgeraes.blogspot.com/2013/11/os-drummonds-da-madeira-e-as.html

http://genealogiadasgeraes.blogspot.com/2013/11/a-correspondencia-entre-os-drummonds-da.html

http://livrozilla.com/doc/559525/xvi.-drummond

https://martin.romano.org/ps05/ps05_405.htm



 


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Qual a importância de relembrar nossos ancestrais?

 


Você alguma vez já parou para pensar quantas pessoas foram necessárias nascerem para você estar aqui hoje? Se nunca pensou, pare e conte...avós, bisavós, trisavós, tetravós, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo avôs, enfim, a cada geração o número dobra. Somos o resultado da união e amor de muitas pessoas, muitas histórias, experiências, aprendizados, erros, acertos, realizações, fracassos. Nossas raízes são profundas e é a partir dela que fomos criados.

Quando falamos de raízes, vinculamos a laços familiares, local de nascimento ou residência, não é mesmo? Nos lembramos das pessoas que participaram da nossa história fisicamente, e muitas vezes nos esquecemos daqueles que não puderam estar vivos enquanto nascíamos, nossos antepassados mais longínquos (avós, bisavós, trisavós, sejam maternos ou paternos).

Quando relembramos, ou viajamos na nossa história até nossos antepassados, estamos incluindo eles no nosso sistema e automaticamente nos fortalecendo emocionalmente, preparando nosso interno, nossa intimidade, para o externo (novas trocas). A conexão com o nosso passado existe independente da nossa vontade. Nós somos o resultado de milhares de anos de acontecimentos. Somos o resultado de milhares de pessoas que estão em nossas células, incorporadas. De cada alimento que já existiu sobre a terra. Nós somos o resultado da temperatura e da umidade, dos povos que se juntaram, das pessoas que nasceram antes e que morreram. Toda a história está em nós, nossos genes e na nossa memória celular.

É necessário para nossa evolução nos reconectarmos com nossos ancestrais, com nossa história, com a linha que vem tecendo a trajetória da nossa vida e das pessoas que compõem nossa vida. Pela reconexão curarmos feridas imemoriais, transformamos em positivo as heranças negativas que carregamos mesmo sem conhecimento, liberamos nossa alma e nossa mente para seguir rumo ao horizonte, reforçamos nossas raízes na mesma medida em que ganhamos mais asas.

Caso você conheça seus antepassados, até a segunda, terceira, quarta… quem sabe até a quinta geração passada, talvez você tenha bastante facilidade de se reconhecer nessa trajetória. Caso você não saiba, não conheça, isso não importa. Nos reconectamos com nossa memória do passado por meio de nossa alma, que jamais morre e cuja memória jamais se apaga.

Saiba que nossos antepassados, ainda hoje, Influenciam nossas escolhas, criam e apagam nossos medos, sonhos, impulsos. Também a nossa etnia, nossas crenças e inspirações. É necessário perdoar nossos antepassados e, ao mesmo tempo, honrá-los por permitirem que estejamos hoje, aqui.

Quanto mais conhecemos o nosso passado, melhor vivemos o presente e podemos projetar o futuro. Recordamos o passado não para ficarmos lamentando e lamuriando, mas para aprendermos e crescermos com as experiências. Os nossos antepassados representam a nossa história de vida.

Nossa história de vida não começou no dia em que nascemos ou quando fomos gerados no ventre de nossa mãe, mas sim com nossos pais, avós, bisavós e assim por diante.

Eu faço questão de saber de onde vim, de que lugar vieram os meus antepassados. Tudo isso é muito importante para eu me conhecer melhor, para entender os conceitos, para entender a vida que eu levo, o meu temperamento e a minha própria história. Eu não conheço a história para recriminá-la, eu reconheço a história para transformá-la. Sou a continuidade que precisa seguir adiante ou sou a continuidade que precisa transformar e mudar o rumo da história. Eu não posso negá-la, preciso assumi-la. Conhecer nossos ancestrais nos ajudará a nos conhecermos e superarmos nossos desafios.

Atualmente há muitos filmes e séries tratando do tema Ancestralidade, e mostrando a importância deste debate.

Você tem algum filme ou série que gostaria de indicar? Deixe seu comentário, faremos uma pesquisa e publicaremos aqui estas sugestões. Um deles é OUTLANDER,  a história começa com uma pesquisa genealógica.


Fonte: https://www.jrmcoaching.com.br/blog/ancestralidade-a-importancia-de-honrar-os-que-vieram-antes-de-nos/

https://www.cloudcoaching.com.br/a-importancia-dos-seus-antepassados/

https://www.cancaonova.com/homilia-capa/os-nossos-antepassados-representam-a-nossa-historia-de-vida/

terça-feira, 29 de março de 2016

FamilySearch

O site www.familysearch.org.br oferece uma variedade de ferramentas para registrar sua Hïstória da Família, pesquisar  registros Hïstóricos, documentos e genealogias, além de resgistrar sua Àrvore Familiar.
Uma das últimas novidades é a a Árvore Genealógica para imprimir e emoldurar, basta clicar em Lembranças e optar por um dos gráficos disponíveis, salvar e imprimir.
Aqui alguns dos modelos disponíveis:



segunda-feira, 20 de abril de 2015

História de Bagé, RS



A historiadora Elizabeth Macedo de Fagundes, médica em Bagé RS, apresenta este vídeo que conta um pouco de nossa história através de um belo acervo de fotos antigas.








O vídeo acima mostra um pouco de uma das passagens mais sangrentas da história do Rio Grande do Sul - a Revolução Federalista de 1893, que já foi citada em outro post neste blog por fazer parte de minha história pessoal familiar.


Expressões como maragato e pica-pau nasceram como formas depreciativas de se referenciar adversários políticos.


Contudo, muitos destes apelidos e xingamentos acabaram se tornando como forma de identificação, aceita pelos próprios depreciados. Isso aconteceu, por exemplo, com os farroupilhas, que eram chamados por este apelido pelos imperiais, por não possuírem uniforme militar, e lutarem com roupas "esfarrapadas". O nome virou símbolo dos revoltosos. No caso do Gumercindo Saraiva, tanto ele quanto seu irmão Aparício Saraiva, aderiram à Joca Tavares para combater o governo de Júlio de Castilhos. 


Popularizou-se, através da historiografia, que o lenço vermelho indica que o soldado era maragato, mas isto é mais uma lenda, pois o que fazia mesmo diferença era a posição política. Encare a expressão MARAGATO como seguidor de Joca Tavares e PICA-PAU como "castilhista", no caso da Revolução Federalista. Aqui, o link para uma foto verdadeira de Gumercindo e seu irmão Aparício, que não usavam lenços vermelhos, pois eram do partido "blanco" do Uruguai, mas que aqui eram maragatos dos quatro costados: 




(colaboração de um gaúcho no youtube.com)


Os termos Maragatos, Pica-paus e Chimangos não surgiram durante a Revolução Farroupilha (1835-1845), mas sim durante as Revoluções Federalistas ocorridas no sul do país após a proclamação da república.
Na primeira revolução (1893-1895) entre os partidários federalistas (maragatos), liderados por Gaspar Silveira Martins e os republicanos (pica-paus) seguidores de Júlio Prates de Castilhos, presidente do Estado do Rio Grande do Sul, surgiram os termos maragato e pica-pau. 

O termo maragato foi a alcunha pejorativa atribuída pelos legalistas aos revoltosos federalistas, liderados por Gaspar da Silveira Martins, que deixaram o exílio no Uruguai e entraram no Rio Grande do Sul à frente de um exército. Como o exílio havia ocorrido em uma região do Uruguai colonizada por pessoas originárias da Maragateria (Espanha) que tinham hábitos semelhantes aos dos ciganos, os republicanos então, buscando caracterizar uma identidade estrangeira e mercenária aos federalistas, os apelidaram de maragatos. O lenço vermelho os identificava.

O termo pica-pau foi uma alcunha aplicada pelos federalistas aos republicanos que apoiavam o governo central e teria surgido em função das listras brancas do topete do pássaro, pois os governistas usavam chapéus com divisas brancas, que lembravam o topete do pica-pau e lenço de cor verde ao pescoço.

A cor verde era dos partidários do Império (pica-paus), mais tarde o general Flores da Cunha, ao fundar o Partido Republicano Liberal, adotou o lenço branco (chimango).
Já o termo chimango ou ximango surgiu no século XX. O chimango é uma ave de rapina, falconídea, semelhante ao carcará. Esse cognome, também depreciativo, foi dado pelos federalistas, liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil ao governistas do Partido Republicano Rio-grandense (PRR) na Revolução de 1923. 
O lenço de cor branca identificava os seguidores republicanos liderados por Antônio Augusto Borges de Medeiros.
Devido a essas e outras revoluções posteriores, no Rio Grande do Sul, os lenços vermelho e branco tornaram-se, respectivamente, como a representação de duas “bandeiras” ou ideais políticos, um significando a oposição ao governo e o outra a situação. 
No meio tradicionalista, muitos consideram essas duas cores, mais a preta do luto, como as únicas representativas da indumentária gaúcha sul-riograndense.



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como Organizar Minha História Pessoal

Parte importante na História da Família é a preservação de nossa própria história.
Mas como fazer?
A fim de conhecermos algo a respeito de alguém usamos a ferramenta da entrevista, esse recurso também pode ser usado conosco mesmos.
Mas o que é uma entrevista?


Podemos ver entrevistas na televisão e ouvi-las no rádio: um entrevistador qualificado orienta o entrevistado para que ele se abra e converse sobre o assunto escolhido. Uma boa entrevista é interessante de ouvir e de participar. As melhores entrevistas parecem uma conversa espontânea; o entrevistador orienta o debate e pode fazer perguntas, mas não domina nem impede as respostas do entrevistado. As
boas entrevistas têm uma direção específica, mas também deixam espaço para pensamentos inesperados.

A captura de suas histórias de vida por meio de uma série de entrevistas pessoais é uma ótima maneira de criar uma história pessoal. 
Você pode deixar as entrevistas em seu formato gravado, ou pode transcrevê- las e alterá-las para criar uma narrativa para um livro. 
De qualquer forma, o processo é geralmente mais fácil e consome menos tempo do que escrever sua história pessoal desde o início.


POR QUE EU GOSTARIA DE ME ENTREVISTAR?
A maioria das pessoas, ao pensar em uma entrevista de história pessoal, pensa em ser entrevistado por um
amigo, parente ou historiador profissional. A ideia de Autoentrevistar-se pode parecer um pouco maluca a princípio. Mas há muitos bons motivos para levar em consideração:
Conveniência. Você pode escolher quando, onde e como gravar; não precisa depender da programação ou da disponibilidade de outra pessoa. Pode trabalhar em seu próprio ritmo e abordar apenas as questões que são importantes para você.
Sentir-se à vontade Algumas pessoas se sentem mais à vontade para falar em um gravador, quando estão sozinhas: não há ninguém presente para julgá-las ou contradizê-las, e elas não se sentem pressionadas a entreter. No entanto, algumas pessoas falam com mais clareza e animação se tiverem público, nem que seja de uma única pessoa. Se você não tiver certeza, experimente ambos os métodos e veja qual lhe agrada. (Caso tenha público, certifique-se de que seja uma pessoa de sua confiança, alguém com quem você possa ficar relativamente desinibido. Muitas vezes, pode ser mais fácil falar com um estranho ou com um historiador profissional do que com um ente querido próximo. )
Intimidade com o entrevistado Afinal de contas, quem mais conhece você do que você mesmo? E
quem entende melhor o que você deseja alcançar com sua história pessoal?
É como pintar um autorretrato. Essa é uma oportunidade para você se visualizar e contar sua história
aos outros. Como você vê o mundo? Como você se vê?




COMO ME PREPARAR PARA ESSA ENTREVISTA?


Um bom entrevistador é bem familiarizado com seu assunto, tendo se preparado antes da entrevista com
estudo e pesquisa. A preparação é muito importante ao Autoentrevistar-se; vai focá-lo na tarefa e impedi-
lo de divagar.
 Um bom entrevistador geralmente começa com algo que o deixe à vontade para falar para depois chegar à essência do que deve ser compartilhado — faça o mesmo.

Compreenda sua PERSPECTIVA — Seu ponto de vista e atitude em relação a algo.
O motivo pelo qual alguém vai querer ouvi-lo é porque você tem algo valioso a oferecer. Esse valor vem de sua perspectiva. É importante compreender-se e saber qual é a sua visão do mundo. 

O que você aprendeu com determinada experiência? 
Como isso o transformou? Por quê? Como você se sentiu? 
O que você
pode compartilhar?
Determine seu propósito, público e abrangência.

Propósito: porque você está contando a história de sua vida? O que espera realizar? Escreva seu propósito e consulte-o com frequência. Seu propósito vai ajudar a orientar o que você fala em sua entrevista.

Público: Com quem você está falando? 
O que podem querer saber sobre você? 
Quem vai ouvir ou ler o que você tem a dizer? 
Indique claramente para quem é destinada a sua história pessoal. Isso pode ajuda-lo a visualizar e simular que você está conversando com essa pessoa ou pessoas como se elas estivessem ali. 
Qual o seu relacionamento com os que vão ouvir? 
Fale em sua própria voz.
Não tente ser ou parecer outra pessoa. 
Sua verdadeira voz o conectará a seu ouvinte/leitor.

Abrangência: Sobre o que você vai falar?
 Quão amplo ou estreito é o assunto?
 Restrinja o foco e seja o mais específico possível. 
Não tente contar toda a sua vida de uma só vez.

Trace uma linha do tempo de sua vida. Reserve um tempo antes da entrevista para refletir sobre pessoas, lugares e acontecimentos em sua vida e anote-os em uma linha do tempo. Basta anotar tudo o que vem à mente por enquanto; depois você vai restringir o foco.

Revise as perguntas que despertam lembranças. Os sites StoryCorps e Family Search, entre outros, têm ótimas listas de perguntas. Destaque aquelas sobre as quais talvez queira falar.

Reveja suas fotos Suas fotos podem ajuda-lo a lembrar-se de histórias e despertar um fluxo de lembranças. Veja rapidamente suas fotos e selecione apenas as que se relacionam a seu propósito, público e abrangência e tome notas.

Selecione e priorize suas histórias. Anote as ideias mais importantes de sua linha do tempo, reflexões e perguntas que despertam a memória. O que pede para ser contado? O que despertaria a curiosidade de outras pessoas? 

Faça uma lista de 3 a 10 melhores histórias. Dê um título provisório para cada
história e faça anotações que possa consultar na entrevista.

Conte uma história. 
Histórias conectam. Compartilhe o que deseja em forma de história. Não pregue ou diga a seu público-alvo o que pensar. Deixe-os tirarem suas próprias conclusões.
Seja você mesmo. Converse como se estivesse compartilhando suas história com alguém. Se está contando uma história engraçada, seja engraçado. Se for algo sério, seja sério. Deixe o seu verdadeiro eu vir à tona.

Atenha-se ao ponto. 
Saiba o que quer dizer. O que quer que o ouvinte/leitor saiba? Como você quer que
se sintam? Não divague. Compartilhe sua vida uma história de cada vez.
Fique à vontade. Encontre um lugar reservado, tranquilo e sem distrações. Elimine tanto quanto possível os ruídos ao redor (desligue refrigeradores barulhentos, ventiladores, etc.). 
Pegue um pouco de água, lenços e uma poltrona confortável. (Um carro estacionado numa rua tranquila pode se tornar um bom estúdio de gravação). 
Depois, é só começar a contar uma história de cada vez.

A preparação é 80% do trabalho, MAS... quando tiver uma ideia na cabeça não pense demais. Relaxe, tenha uma boa noite de sono, faça uma caminhada ou algo para tirar sua mente desse processo por algum tempo antes de começar.

Então, conte-a de modo descontraído e natural. Deixe suas palavras fluírem naturalmente como se estivesse falando a uma pessoa real, que está ali com você — eles estarão.

É possível me autoentrevistar?
Sim, é possível! Sugerimos aqui alguns passos para isso:


Você pode dizer formalmente seu nome, data e local da entrevista, ou simplesmente começar a falar. 
É 
importante deixar claro quem você é a qualquer público atual e futuro.





Mãos a obra!





Depois de pronto, distribua a seus filhos e parentes, será um presente de grande valor!!




sábado, 1 de novembro de 2014

Usando o Google como ferramenta de pesquisa



Neste vídeo encontramos explicação de como usar o Google para pesquisar, tanto para iniciantes como para genealogistas experientes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Descendente de grandes homens e mulheres, nobres reis e rainhas.



A linhagem de minha mãe a partir de sua avó paterna, Francisca de Paula Garcia de Oliveira vem de uma linha real- a partir de sua avó paterna Bernardina Maria de Sátira, chegamos então a Elizabeth Sinclair, casada com Sir John Drummond IV e filha de Henry Sinclair e Baronesa Jean Haliburton, bisneta do Rei Robert  II da Escócia.

Este foi o Rei da Escócia de 1371 até sua morte, sendo também o primeiro monarca escocês da Casa de Stuart. 
Era filho de Valter Stuart, 6.º Alto Comissário da Escócia e Marjorie Bruce, filha de Roberto I da Escócia e Isabel de Mar.

Desta linhagem remontam outros nobres e grandes, entre eles: 
Ricardo II da Normandia, nascido em 23 de agosto de 970, na Normandia, França –e falecido em 28 de agosto de 1026, na Normandia), chamado de O Bom (Francês: Le Bon), foi o filho mais velho e herdeiro de Ricardo I o Destemido e Gunnora.
Ricardo sucedeu a seu pai como Duque de Normandia em 996, mas cinco anos de seu reinado foram gastos no condado de Rodolfo de Ivry na tentativa de acabar com uma revolta camponesa na região.
Ricardo II, rei a Normandia (hoje França)

Ainda há: Thierry III  ou Theodorico rei da Borgonha( França) - Filho de Clovis II.
Rei Clovis, I rei dos Francos, seu pai Dagoberto I
Verica, Pincesa da Suécia, Rainha da França casada com Meroveu, (nascido em 411 e falecido em ca. 458) é o lendário fundador da dinastia merovíngia de reis francos. 
Ele foi rei dos francos sálios nos anos depois de 450. Sobre ele não existem registros contemporâneos e há pouca informação nas histórias posteriores dos francos. Gregório de Tours registra que possivelmente ele tenha sido filho de Clódio. Ele supostamente liderou os francos na Batalha de Chalons (ou Batalha dos Campos Cataláunicos) em 451.

Por outro ramo, ainda com o mesmo início, encontramos um dos nomes mais conhecidos desta genealogia -  Henrique I, Rei da Inglaterra.

Henrique I ( nascido em 1068 – Selby, la-Forêt, e falecido por coincidência da data de nascimento de minha mãe-  1º de dezembro de 1135), também conhecido como Henrique Beauclerc, foi o Rei da Inglaterra de 1100 até sua morte em 1135. Era o quarto filho de Guilherme I de Inglaterra e foi educado em latim e artes liberais. Quando seu pai morreu em 1087, seus irmãos mais velhos Guilherme, o Ruivo e Roberto Curthose herdaram a Inglaterra e a Normandia, respectivamente, e nada ficou com Henrique. Ele acabou comprando de Roberto o Condado de Cotentin no leste da Normandia, porém seus irmãos o depuseram em 1091.
Henrique gradualmente reconstruiu seu poder em Cotentin e aliou-se com Guilherme contra Roberto. Ele estava presente quando o irmão morreu em um acidente de caça em 1100, tomando rapidamente o trono inglês e prometendo corrigir muitas das políticas impopulares de Guilherme. Henrique casou-se com Edite da Escócia, porém continuou a ter várias amantes, com quem teve vários filhos ilegítimos.

Considerado por seus contemporâneos como um governante severo e eficiente, Henrique habilidosamente manipulou os barões ingleses e normandos. 
Na Inglaterra, ele se baseou no já existente sistema jurídico anglo-saxão, nos governos locais e nos impostos, porém também fortaleceu outras instituições, como o erário público real e as justiças itinerantes. A Normandia também era governada através de um sistema de justiças e um erário público. Muitos dos oficiais que cuidavam do sistema de Henrique eram "homens novos", indivíduos de nascimento relativamente baixo que subiram na sociedade como administradores. O rei encorajava a reforma eclesiástica. 



Rei Henrique I, Rei da Inglaterra

Seu pai Guilherme I O Conquistador, Guilherme I da Inglaterra (em francês: Guillaume Ier d’Angleterre; em inglês: William I of England), dito o Conquistador(Guillaume le Conquérant; William the Conqueror; Falaise, cerca de 10281 - perto de Ruão, 9 de Setembro de 1087), também conhecido Guilherme II da Normandia (Guillaume II de Normandie; William II of Normandy), foi o primeiro rei normando daInglaterra, do Natal de 1066 até a sua morte. Ele também foi duque da Normandia de 3 de julho de 1035 até a sua morte. Antes de conquistar a Inglaterra, ele era conhecido como Guilherme, o Bastardo (Guillaume le Bâtard; William the Bastard) devido àilegitimidade de seu nascimento.

Um exemplo do legado de Guilherme nos tempos modernos pode ser visto no Memorial de Bayeux, um monumento erigido pela Grã-Bretanha na cidade normanda de Bayeux em honra aos mortos na Batalha da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial. A inscrição em latim no memorial diz NOS A GULIELMO VICTI VICTORIS PATRIAM LIBERAVIMUS que em tradução livre, diz: "Nós, que uma vez fomos conquistados por Guilherme, agora libertamos a terra do Conquistador" .
O sistema de numeração da coroa inglesa (ou britânica) considera Guilherme o fundador do Estado da Inglaterra. Casado com Matilde de Flandres, descendente de  Rober II, o Piedoso.

Guilherme I, O Conquistador
Robert II, O Piedoso ou O Sábio- foi rei dos francos de 996 até sua morte. O segundo membro reinante da Casa de Capeto , ele nasceu em Orléans para Hugo Capeto e Adelaide da Aquitânia .
Selo de Robert II

Outro nome lendário de nossa Árvore Genealógica é o  de  Edmundo II (nascido em 989 e falecido  30 de Novembro, 1016) foi Rei de Inglaterra em 1016, sucedendo ao seu pai, Etelredo II. Ficou conhecido como "Edmundo Ironside" (Edmundo, o braço de ferro), pelos esforços que empreendeu para conter o avanço dos vikings liderados por Canuto.
Edmundo II subiu ao trono em Londres numa altura de crise em que Canuto, o Grande havia sucedido a Sueno I na Dinamarca e grande parte de Inglaterra. Depois de algumas negociações, Canuto concedeu o reino de Wessex a Edmundo e acordaram que o que vivesse mais tempo herdaria o conjunto da Inglaterra. Como Edmundo morreu pouco tempo depois, possivelmente assassinado, Canuto tornou-se rei de toda a Inglaterra.
Edmundo II e sua esposa Ealdgyth foram pais de 2 filhos: Eduardo (mais tarde denominado Eduardo, o Exilado) e Edmundo. Os dois meninos eram ainda pequenos quando o pai morreu, e Canuto, o Grande ordenou que fossem enviados para a Suécia e ali fossem assassinados. Entretanto, eles foram secretamente enviados a Kiev, e afinal para a Hungria.

É uma honra fazer tantas descobertas a cada dia a respeito de minha História Familiar, sou grata por estes nomes conhecidos e por aqueles nobres e grandes que não fizeram parte da História da Humanidade por suas realizações,  mas, cujas escolhas foram fundamentais para minha existência e a de meus filhos. 


"A nobreza do homem procede da virtude, não do nascimento."Epicleto





"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza de seus ideais."
 

Charles Chaplin





segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sobrenomes- Origem


Como se percebeu em posts anteriores, cada sobrenome tem uma origem distinta, mas e o uso dos sobrenomes, como se originou?

No Oriente, os chineses já tinham essa prática desde o Império Fushi, 2852 a.C.. Mas no Ocidente, até o sec XII, todo mundo só tinha o primeiro nome. 
Até o fim da Idade Média no Oriente o sobrenome era um privilégio. Apenas nobres tinham um complemento oficial ao nome próprio, geralmente ligado à região em que eram soberanos.

Mas, conforme a população começou a aumentar e circular, um nome só (ainda que composto) não era mais suficiente para distinguir os plebeus, e a possibilidade de conhecer pessoas com um mesmo nome poderia causar muita confusão. Então,  o povo passou a ser identificado também por seu ofício, origem, fortuna, físico, personalidade. 
Em muitos casos, vemos que um sobrenome poderia ser originado através de questões de natureza geográfica. Nesse caso, o “João da Rocha” teve o seu nome criado pelo fato de morar em uma região cheia de pedregulhos ou morar próximo de um grande rochedo.  

Outros estudiosos do assunto também acreditam que alguns sobrenomes apareceram por conta da fama de um único sujeito. Sobrenomes como “Severo”, “Franco” ou “Ligeiro” foram criados a partir da fama de alguém que fizesse jus à qualidade relacionada a esses adjetivos. De forma semelhante, outros sobrenomes foram cunhados por conta da profissão seguida por uma mesma família. “Bookman” (livreiro) e “Schumacher” (sapateiro) são sobrenomes que ilustram bem esse tipo de situação.

Quando você não tinha fama por algo ou não se distinguia por uma razão qualquer, o seu sobrenome poderia ser muito bem criado pelo simples fato de ser filho de alguém. Na Europa, esse costume se tornou bastante comum e pode ser visto alguns sobrenomes como MacAlister (“filho de Alister”), Johansson (“filho de Johan”) ou Petersen (“filho de Peter”). No caso do português, esse mesmo hábito pode ser detectado em sobrenomes como Rodrigues (“filho de Rodrigo”) ou Fernandes (“filho de Fernando”).

Na medida em que o sujeito era chamado pelos outros dessa forma, o sobrenome acabava servindo para que seus herdeiros fossem distinguidos por meio dessa situação, naturalmente construída. 
Para que uma propriedade fosse passada a um herdeiro, sua descendência deveria ser comprovada e o sobrenome era uma forma de fazer isso.  Como enviar um recado ou mercadoria a alguém que tivessem duzentos outros xarás em sua vizinhança? Certamente, os sobrenomes vieram para resolver esses e outros problemas. 

Em 1370, já se encontra a palavra “sobrenome” em documentos oficiais de diversos países. 
Em vários países a diferença também se dá na forma de usar os sobrenomes. Veja:




No entanto o primeiro grande passo em direção a um sistema de sobrenomes de massa, se deu por uma disposição do Concílio de Trento (1564), que tornava imutável, obrigatório e transmissível o sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de impostos, mas principalmente para evitar casamentos e uniões entre consanguíneos. 
O sobrenome, assim como o conhecemos hoje, remonta a uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com toda a certeza, que já existia documentado bem antes de terem sido plantadas as árvores com cuja madeira seria construída a "famosa caravela" de Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que se denominariam de "quatrocentões".

Observando algumas características de nossos sobrenomes, como  sua origem geográfica por exemplo, talvez possamos descobrir  um pouco da história que se esconde por detrás dele. Esses "auxiliares nos tornam membros de grupos familiares distintos. E assim podemos  buscar nossos ancestrais e compreender nossa origem e organizar a Árvore Genealógica.



Fonte:


Erros na pesquisa familiar

Ao nos depararmos com os desafios da pesquisa familiar, podemos cometer alguns erros que poderão acarretar em desânimo, perda de tempo e inf...